Onde toquem a música certa,
ali se cria o mundo,
“o mundo, mundo, vasto mundo”
do poeta de Minas,
das ruas talhadas no ferro,
impressas na caligrafia de saudades de Itabira.
Itabira do Mato de Dentro.
Logo adiante, seguimos,
certa incerta lunação,
apagou-se a luz
e fez-se a confusão.
Ah, há o anjo da anunciação.
“Vai, Carlos! Ser gauche na vida”.
Oh! Impropérios!
Ó desdita que escreve o caminho dos aflitos.
Revelou-se, para além de Itabira,
duas criações desprovidas,
tolamente desprovidas de identidade,
de sintomas de vida: “GAUCHE” X “DROITE”.
Sintomas ou resquícios de vida inteligente
Ali já não se encontram.
E OS HOMENS SÃO FRACOS.
O poeta já confessara.
Vestiram a fantasia de gladiadores sem “gládio”
ou, talvez , de fantoches e bipolar tornaram-se.
Cenário da dislexia ou da conexão reversa.
A Fé já não os liberta.
Escraviza-os em seitas diversas.
Onde o certo traduz-se em:
o fio da lâmina é sutil, finíssimo, transparente,
na fronteira entre fé e fanatismo
nas mais diversas correntes incoerentes.
Nas montanhas do mundo,
homens embriagados despem-se,
o néctar pútrido do poder golfejando,
reverberam destinos
na fina lâmina do aço.
Estardalhaços.
Nas estradas do mundo,
muito ferro, chumbo e aço.
Lamaçal na praça.
Apesar das tiranias e devassas,
nos ombros do “mundo vasto mundo”,
cevamos com galhardia, genuína alegria,
o “mate da Esperança”,
simbólico contraste.

