O Centro de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (Ceavit), em parceria com o Centro de Justiça Restaurativa (Cejure) do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), realizou, na sexta-feira (24), mais uma edição do projeto “Ecoar: Vozes Femininas”. A ação ocorreu no auditório do Centro de Atendimento à Mulher e à Família (Camuf) e reuniu mulheres assistidas pela unidade em um círculo de diálogo conduzido pelas servidoras Adriana Baldez Lima e Idianne Medeiros.
O encontro teve como objetivo oferecer um espaço de escuta, acolhimento e fortalecimento para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A iniciativa também incentiva a reflexão, o compartilhamento de experiências e o fortalecimento da rede de apoio às participantes, por meio de diálogos sobre temas relacionados ao enfrentamento da violência e à promoção do bem-estar.
Durante a atividade, foram abordados temas como: tipos de violência contra as mulheres, autoestima e práticas de autocuidado, com foco na troca de experiências e na valorização do cuidado consigo.
A psicóloga Idianne Medeiros destacou que o projeto oferece um espaço de acolhimento e escuta para mulheres em situação de violência. Segundo ela, a parceria com o Camuf possibilitou a realização da atividade com as assistidas pelo Centro.
“Nossa proposta é dar continuidade aos círculos de diálogo, pois entendemos que as mulheres vítimas de violência necessitam de suporte contínuo para fortalecer a rede de apoio e o processo de enfrentamento da violência”, enfatizou a servidora.
Além das servidoras, também participou do encontro a coordenadora do Camuf, Josicleia Pessoa.
Mais sobre o projeto “Ecoar: Vozes Femininas”
Com encontros mensais, o projeto “Ecoar: Vozes Femininas” busca fortalecer a rede de apoio às mulheres vítimas de violência doméstica, ao oferecer um espaço de diálogo, compartilhamento de experiências e desenvolvimento de estratégias que favorecem o autocuidado, a saúde mental e o reconhecimento das diversas formas de violência.
Para ampliar o acesso ao projeto, o Ceavit e o Cejure também oferecem suporte às participantes que possuem filhos. A brinquedoteca institucional permanece disponível durante os encontros, com monitoria e atividades lúdicas destinadas às crianças, medida que considera a realidade socioeconômica das participantes e o contexto de muitas mulheres que exercem a maternidade solo.

