O motorista da caminhonete que atropelou um policial militar de folga e o filho dele, de apenas dois anos, no Centro de Macapá, se apresentou espontaneamente à polícia. O acidente aconteceu na noite de 31 de julho.
Segundo a delegada Josymária Coelho, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Delitos de Trânsito, o condutor declarou que não teria percebido as vítimas antes do atropelamento. Ele alegou que o policial e a criança poderiam estar em um ponto cego do veículo.
Ainda conforme o depoimento, o motorista teria tentado parar após o acidente, mas deixou o local por medo de ser agredido.
“O condutor compareceu espontaneamente para prestar esclarecimentos do fato. Afirmou que era ele quem conduzia o veículo e que tentou parar, mas desistiu por medo de agressões”, explicou a delegada.
Josymária Coelho ressaltou, no entanto, que essa é a versão apresentada pelo motorista e que as circunstâncias do caso ainda estão sendo apuradas.
“Em tese, ele responde pelo crime de lesão no trânsito, com aumento de pena pela omissão de socorro, além do crime de fuga”, informou.
Acidente foi registrado por câmeras
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do atropelamento. O policial militar e o filho caminhavam em direção ao carro da família, que estava estacionado na Avenida Mário Cruz, entre as ruas Cândido Mendes e Binga Uchôa, quando foram atingidos pela caminhonete.
Após a colisão, o motorista deixou o local sem prestar assistência às vítimas.
O policial e a criança sofreram ferimentos e foram encaminhados para atendimento médico. A Delegacia Especializada de Repressão a Delitos de Trânsito continua investigando o caso.
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