Guilherme Alves, defensor que acompanhava o suspeito, afirmou que Victor não nega os fatos. No depoimento, o suspeito teria informado aos policiais que tem “problemas” com o adolescente há mais de 1 ano. “O menor chegou, inclusive, a ameaçá-lo de morte, que ele ou o irmão o matariam, jogaram ovo na casa do Victor. Inclusive, no dia dos fatos, chegou a jogar um ovo lá dentro, antes do ocorrido”, narrou o advogado.
Ainda segundo Guilherme, Victor informou aos policiais que toma medicação controlada por sofrer de depressão e ansiedade. No dia do espancamento, saiu para caminhar, encontrou o adolescente na rua e se desentendeu com ele. Ele teria dito que está arrependido e que perdeu o emprego em decorrência das agressões.
A polícia apura o caso como ameaça, injúria e lesão corporal, considerados de menor potencial ofensivo. Por isso, Victor não foi obrigado a depor. A defesa da vítima pede à polícia que o caso seja tipificado como tentativa de homicídio por motivo fútil. Atualmente, os policiais tratam a ocorrência como lesão corporal leve.

