Isaac Alcolumbre, primo do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que foi preso pela PF (Polícia Federal) na manhã desta quarta-feira (20/10) no Amapá durante a Operação Vikare contra o tráfico internacional de drogas, teve seu pedido de liberdade deferido pelo desembargador federal Cândido Artur Medeiros Ribeiro Filho do TRF1 nesta terça-feira (26).
Isaac tera que cumprir as seguintes medidas cautelares: a) proibição de manter contato com os demais investigados; (b) comparecimento mensal em Juízo para informar e justificar suas atividades; (c) proibição de ausentar-se do distrito da Comarca/Subseção/Seção Judiciária onde resida, por mais de 10 (dez) dias, sem prévia autorização daquele Juízo; (d) recolhimento de seu passaporte. Isso tudo, sem prejuízo de que o Juízo a quo imponha alguma outra medida cautelar que entenda pertinente, desde que devidamente justificada.
Operação
Com o apoio do MPF (Ministério Público Federal), a PF realizou a Operação Vikare com o objetivo de combater o tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Grupo suspeito utilizava o Amapá como base operacional para importar e transportar drogas em aeronaves para diferentes pontos do país. A polícia também fechou o aeródromo usado pelo grupo, onde localizou uma coleção de carros de luxo.
Ao todo, cerca de 300 policiais federais foram às ruas para cumprir 24 mandados de prisão preventiva, além de 49 mandados de busca e apreensão.
Quatro mandados de busca e dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos em empresas e residências localizadas em Macapá, além de um aeroporto particular.
Outras ordens judiciais foram cumpridas contra pessoas físicas e empresas no Pará (Belém e Ananindeua), Amazonas (Manaus e Itacoatiara), Piauí (Teresina), Ceará (Fortaleza), Mato Grosso do Sul (Campo Grande, Paranhos e Aral Moreira), São Paulo (capital e Sorocaba), Rio de Janeiro (capital) e Paraná (Foz do Iguaçu e Londrina).
O nome da operação, Vikare, remete a um personagem da mitologia grega conhecido pela tentativa de deixar Creta voando com asas artificiais. A fuga foi frustrada, resultando em sua queda no mar Egeu. A denominação da operação faz referência a duas tentativas frustradas de voos que sairiam do Amapá, uma porque a aeronave caiu (causas desconhecidas) e uma segunda porque a aeronave foi interceptada.

