As investigações iniciaram em 2019, a partir de denúncia junto ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP-AP (GAECO-AP), que estariam ocorrendo desvios de recursos públicos na Prefeitura de Ferreira Gomes. Com o avanço das investigações foi possível perceber a atuação da ORCRIM em outros municípios do Estado, onde estão sendo investigadas as práticas de crimes como: fraude à licitação, organização criminosa, falsidade documental e ideológica, corrupção ativa e passiva, prevaricação e lavagem de dinheiro.
A ação conta com a participação de 210 agentes das forças de segurança pública e do Ministério Público do Amapá para darem cumprimento à 50 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão preventiva.
As equipes são coordenadas pelos promotores de Justiça do GAECO-AP, Andréa Guedes, Socorro Pelaes e Rodrigo Assis, divididas por municípios. Atuam 52 pessoas integrantes do GAECO, Núcleo de Inteligência do Ministério Público (NIMP) e Gabinete Militar do MP-AP; 32 agentes da Polícia Federal; 20 agentes da PRF; 50 integrantes da Polícia Civil; e 56 militares do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e Força Tática da Polícia Militar do Amapá.
A operação é denominada “OCTOPUS”, palavra usada no português no sentido figurado, faz alusão a uma Organização Tentacular de longo alcance e que tem efeitos nocivos a sociedade.

