Durante uma entrevista no evento TED, na última quinta-feira, 14, o CEO da Tesla e da SpaceX disse que já tem um plano pronto caso sua oferta de US$ 41 bilhões (equivalente a R$ 197 bilhões) para comprar o Twitter seja recusada.
No entanto, ele se negou a dar detalhes do que faria nesse cenário e disse que isto “para outra hora”, disse.
Ontem, Musk disse que não tem a intenção de “fazer dinheiro” com a transação de compra da rede social e que julga o Twitter como uma ferramenta importante para a liberdade de expressão no mundo, enfatizando que a rede virou um tipo de “praça pública” global: “É realmente importante que as pessoas tenham a realidade e as percepções (sobre a realidade) e que elas sejam capazes de se expressar livremente dentro dos limites da lei”, argumentou.
Na ocasião, em mais de um momento, ele reforçou que o Twitter assim como outra plataforma devem seguir as leis dos países onde operam: “Obviamente, há algumas limitações à liberdade de expressão”, comentou.
Entenda
Nos últimos meses, o empresário tem questionado como a rede social lida com a liberdade de expressão, ao indicar comentários como questionáveis e bloquear usuários. No final do último mês, o executivo chegou a perguntar se uma nova plataforma seria necessária para manter essa liberdade, o que gerou debate entre os usuários inclusive impactou no mercado de ações.
Outro ponto do discurso de Elon Musk que gera curiosidade e controvérsia é que ele acha que o Twitter deve tornar público seu algoritmo. Ele acredita que essa é a única forma dos usuários saberem se um perfil ou assunto estão tendo a distribuição reforçada ou barrada de forma proposital pela empresa: ” (Com o código aberto) não haveria nenhum tipo de manipulação ‘por debaixo dos panos’ seja no algoritmo ou manualmente”, disse.
No evento, ele também destacou que, caso assuma o controle da rede social, pretende eliminar bots e contas que disparam milhares de mensagens, enfatizando que está será uma de suas prioridades.

