Ontem, 5, a Rússia se defendeu na ONU das acusações de ter executado civis na cidade de Bucha, na Ucrânia. No entanto, não apresentou as provas que afirmou possui de que o massacre seria uma armação dos ucranianos.
No local, estavam presentes diversos diplomatas, mas também Volodymyr Zelensky, que pediu ação da ONU em um discurso duro e participou de forma virtual diretamente de Kiev. Zelensky disse que mais de 300 pessoas foram executadas em Bucha, e mostrou um vídeo mostrando corpos nas ruas e em covas coletivas. Além de pedir que os responsáveis sejam julgados por crimes de guerra, ele também criticou o direito ao veto no Conselho de Segurança da ONU: “Senhoras e senhores, vocês querem fechar a ONU? Vocês acreditam que o tempo dos direitos internacionais já passou? Se a sua resposta for ‘não’ vocês precisam agir agora”, disse o líder ucraniano.
Ao todo, o conselho é formado por 15 países e destes, cinco são integrantes permanentes: China, Reino Unido, França, Estados Unidos e Rússia. Basta que um desses países vete alguma resolução aprovada no Conselho de Segurança para que ela não saia do papel. Na prática, graças a esse poder, a Rússia conseguiu vetar todas as decisões tomadas contra ela no conselho desde o início do conflito. O presidente ucraniano protesta e pede que os russos sejam retirados do conselho: “A Rússia é a agressora e o motivo dessa guerra. Vocês precisam fazer tudo o que for possível para trazer a paz”, disse.
Em resposta, o embaixador russo contestou e apresentou uma versão bem diferente do fato: “Hoje, mais uma vez, nós ouvimos um monte de mentiras sobre nossos soldados. Nós entramos na Ucrânia para levar paz à Donbass. Não estamos atirando contra alvos civis para preservar vidas e é por isso que não estamos avançando tão rápido quanto esperavam”, defendeu.

