Ao som do batuque das caixas, do ecoar das canções, e do balanço das saias floridas, o Dia Estadual do Marabaixo, celebrado nesta sexta-feira, 16, será comemorado com rodas de apresentações de vários grupos tradicionais, na orla de Macapá, a partir das 18h, em frente à Casa do Artesão.
Os grupos marabaixeiros, Berço do Marabaixo, Associação Zeca e Bibi Costa (Azebic), Raízes da Favela, Mestre Pavão, Raízes do Marabatuque e Marabaixo da Juventude, que fazem parte do Ciclo do Marabaixo, são alguns que estarão presentes no evento.
O marabaixo é um símbolo de resistência das comunidades afro-amapaenses. A história da manifestação cultural remonta ao período de escravidão no Brasil, quando o Amapá ainda era parte do atual estado do Pará.
Registros do jornal O Liberal, de 1872, relatam pessoas negras escravizadas colhendo galhos de murta (uma planta encontrada nas matas do Curiaú) para enfeitar o mastro em homenagem à Santíssima Trindade. Um ritual que se mantém nos dias atuais.
De geração em geração
A tradição é passada de pai para filho por meio de símbolos como o toque da caixa, o rufar dos tambores, o rodar das saias em louvor ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade.
Fazem parte dos costumes o consumo da gengibirra, bebida feita à base de gengibre, açúcar e aguardente, que é servida nas rodas de dança e serve como “combustível” para festeiros e para “curar” a garganta dos cantores dos ladrões. Para dar energia aos participantes, são servidos pratos como cozidão e porco guisado. Os alimentos sempre são compartilhados com as comunidades, como forma de fortalecer os laços.
Patrimônio cultural
O marabaixo é a mais autêntica manifestação cultural amapaense e, em novembro de 2018, recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan).
Com informações Ascom/Gea

