O senador Lucas Barreto (PSD – AP) informou através de suas redes sociais na tarde desta quarta-feira (31), que protocolou ofício no Ministério das Minas e Energia e na Petrobras solicitando que a base de pesquisa da petroleira seja em Macapá e a sub-base em Oiapoque.
“Ressalto ainda, que é justo e legítimo, que os benefícios econômicos de estudos sejam destinados a própria região, que é carente e necessita de oportunidades diretas e indiretas de negócios que envolvem a cadeia produtiva do petróleo e gás no estado do Amapá”, detalhou o senador.
Na terça-feira (23), o senador criticou em pronunciamento em plenário a resistência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em liberar a exploração do petróleo e gás na plataforma equatorial da Amazônia, localizada na costa do Amapá. O parlamentar alegou que estudos sobre as mudanças das bases energéticas já alertaram para o risco de o Brasil ter que importar petróleo em 25 anos, caso não sejam adotadas medidas para aproveitar o potencial geológico, identificado nas águas profundas do pré-sal e na faixa equatorial brasileira nordestina.
O parlamentar argumentou também que 56% das famílias do Amapá vivem abaixo da linha da pobreza. Macapá, que concentra 57% da população do estado, está na lista das 20 cidades brasileiras com os piores índices de estrutura de saneamento básico, enquanto o Ibama impõe regras de preservação ambiental que, na opinião dele, impedem a população de acessar fontes naturais de riquezas.
“Não é de hoje que o Ibama impõe aos pescadores do Oiapoque, Calçoene, Amapá, aos extrativistas minerais e florestais do Amapá, suas regras mortais de proibições inquisitórias, inviabilizando todas essas comunidades de economias culturais tradicionais em poder acessar os insumos naturais, pesqueiros e florestais, para a sua sobrevivência […] As riquezas que a ciência e a expertise da Petrobras encontraram no pré-sal do Oiapoque, do Amapá, irão transformar a histórica economia do Amapá e do Pará, gerando outras atividades econômicas”, defendeu.

