A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) confirmou o caso nesta sexta-feira (3), e disse que solicitou a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os dois profissionais e que, acionaria o Conselho Regional de Medicina (CRM) para apurar a conduta dos médicos. (veja nota na íntegra no fim desta reportagem)
Testemunhas disseram que os dois profissionais estavam armados, mas não chegaram a sacar o equipamento. O clínico geral é ex-policial penal e o cirurgião é capitão do Corpo de Bombeiros, portanto, ambos têm licenças para porte e uso de arma de fogo.
A briga teria começado porque o cirurgião questionou a necessidade de ser chamado para fazer a avaliação da paciente, alegando que ela não apresentava características para o procedimento cirúrgico de urgência, o que foi questionado pelo clínico que avaliou como grave o estado de saúde da mulher.
Os dois passaram a trocar ofensas e em seguida, aconteceu a agressão física. Militares que atuam dentro do HE controlaram a confusão. O caso foi parar na polícia com o resgistro de um Boletim de Ocorrência (BO) por parte de um dos lados.
Veja a nota da Sesa na íntegra:
Nota de repúdio
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) vem a público repudiar o ato de violência ocorrido entre dois médicos na tarde de quinta-feira, 2, nas dependências do Hospital de Emergência Oswaldo Cruz (HE).
_A Sesa não compactua e nem aceita qualquer tipo de violência, seja física, verbal ou psicológica por parte de qualquer profissional e tomará todas as providências cabíveis. _
_Desde que tomou conhecimento sobre o ocorrido, a Sesa solicitou a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os dois profissionais, assim como comunicará que o Conselho Regional de Medicina (CRM) apure a conduta dos médicos. _
A Sesa lamenta que os profissionais tenham tido tal postura de desrespeito e violência um com o outro, em um ambiente onde deveria apenas se tratar da vida das pessoas.
Secretaria de Estado de Saúde – Sesa

