O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AP) suspendeu temporariamente a venda de planos de saúde da Unimed Fama após várias reclamações de clientes que denunciam falhas na cobertura assistencial. A multa é de R$ 10 mil por dia, em caso de descumprimento. A notificação e suspensão por três meses foi aplicada na sexta-feira (27).
Famílias de pacientes buscaram a Justiça para manter tratamentos, como é o caso das terapias para pessoas com Transtorno do Espectro Autismo (TEA). Na quinta-feira (26), um grupo protestou em frente ao Centro de Fisioterapia da rede. De acordo com o pais, o plano suspendeu os atendimentos por falta de pagamento dos profissionais, que estaria atrasado há seis meses.
Segundo o Procon-AP, há vários processos investigatórios em trâmite no Núcleo de Fiscalização com denúncias de má qualidade na prestação de serviço, descumprimento de cláusulas contratuais, não cumprimento da oferta, demora e ausência de atendimento via SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor).
Mais reclamações
Na terça-feira (24), uma equipe do Procon-AP fiscalizou o Hospital de Macapá, que atende exclusivamente a Unimed Fama, depois que uma consumidora relatou que estariam negando a realização de exames e consulta médica necessária sem autorização do plano.
Tanto o plano, quanto o hospital foram notificados e determinamos que no prazo de 24 horas fosse atendida a demanda do consumidor, prestando também a justificativa dos motivos que estaria fundada a negativa da fornecedora.
A paciente estava em atendimento de urgência e emergência desde o dia 23 e ainda não haviam atendido a requisição de ecoendoscopia feita pelo médico. A conduta é contrária a normativa 259/2011 que diz que atendimento de procedimentos não credenciados, de urgência e emergência, devem ser feitos sem necessidade de análise ou autorização.
A Gazeta tenta contato telefônico com a empresa.

