Depois de configurar na lista de estados com a maior taxa de mortalidade infantil da Região Norte, o Amapá apresentou queda significativa em 2021, saltando de uma média de 22 mortes, para 14,7 a cada 1 mil nascidos vivos. O levantamento do Ministério da Saúde (MS) reflete os avanços do programa “Saúde para Todos”, da Prefeitura de Macapá, que consiste em um pacote de medidas para reformular a atenção primária.
De acordo com o Município, a taxa registrada em 2021 é histórica. O dado divulgado pelo MS mostra que a redução é de quase 30%, um reflexo das adequações no serviço oferecido às gestantes. De 2015 a 2020, a média era de 22 mortes, antes do bebê completar 1 ano de vida, para cada 1 mil nascidos vivos.
“O Amapá carregava o fardo de ter a maior mortalidade infantil da Região Norte. Durante seis anos, essa taxa se manteve alta. Só em 2021, vimos essa redução drástica. Como a capital, representa mais de 60% da população, isso reflete o trabalho e os investimentos feitos pela Prefeitura de Macapá, na atenção primária e, sobretudo, no fortalecimento do aleitamento materno, pré-natal e vacinação”, ressalta a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré.
Confira a evolução da taxa de mortalidade no Amapá:
O olhar especial voltado para as gestantes inseridas no pré-natal de alto risco foi uma das medidas adotadas pelas As Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) da capital.
Elas são monitoradas para receberem atendimento adequado quando forem diagnosticadas com alterações de saúde, e quando necessário, são encaminhadas para a o Centro de Especialidades Dr. Papaléo Paes, referência para gestações de risco na zona norte.
As unidades também ganharam salas de amamentação faz parte do projeto Amamentar, que incentiva o aleitamento materno e oferta uma rede de apoio com profissionais de saúde.
Além disso, também é desenvolvido o Método Canguru, possibilitando um ambiente acolhedor para acompanhamento adequado do recém-nascido de baixo peso e prematuro.
Gestantes de alto risco
O Centro de Especialidades Dr. Papaléo Paes realiza, em média, mais de 900 atendimentos voltados a gestantes de alto risco. Os serviços são direcionados aos pacientes encaminhados pelas UBS’s, por meio da Central de Regulação.
“Grávidas de alto risco têm condições específicas como doenças crônicas, que são as que tiveram uma gestação anterior de alto risco, e aquelas que identificam, no curso da gravidez, uma condição ou doença que vai oferecer risco para ela e a para o bebê”, explica o diretor do Centro, Flávio Aires.
A unidade de saúde conta com equipe multidisciplinar formada por clínico-geral, fisioterapeutas, nutricionistas, odontólogos, psicólogos e enfermeiros capacitados para a assistência em gestações de alto risco.
Além disso, as gestantes com alterações sistêmicas não controladas, como diabetes ou outras condições que implicam risco maior, ainda são encaminhadas para o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), para receber o atendimento necessário e adequado, de acordo com sua fase gestacional.

