No espaço funciona o Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Infantil (Savvi). Uma equipe multiprofissional formada por psicólogos, assistentes sociais e médicos atendem as crianças, com idades entre 1 mês e 12 anos, durante 24 horas.
“Quando essas crianças chegam aqui, elas são realmente acolhidas, abraçadas pela equipe. O tratamento é totalmente diferenciado, para que elas se sintam seguras e amparadas. A começar pela apresentação da sala, que tem cor, tem brinquedos e tem muito amor”, ressaltou a secretária de Saúde, Silvana Vedovelli.
Entres os tipos mais comuns de abuso estão espancamentos, violência sexual, e negligência. O Savvi também oferta serviço especializado para crianças acima de 10 anos, que tentam o suicídio.
A maioria dos casos, chega ao PAI por meio dos conselhos tutelares, seguido de parentes ou terceiros, como professores e vizinhos, que percebem a situação.
Há ainda os casos em que o próprio médico identifica a violência durante a consulta. Muitas vezes, a criança não tem consciência de que é vítima de abuso ou maus-tratos.
O que fazer em caso de abuso infantil
Ao identificar algum sinal de violência em uma criança, o primeiro passo é ouvi-la sem julgamentos e acolhê-la, estabelecendo uma relação de confiança e proteção.
Ela deve entender que não vai ser punida se contar o que está acontecendo. Isso porque muitas das vítimas sofrem ameaças para não revelar a violência.
Depois de ouvir o relato, é preciso encaminhar a denúncia aos órgãos competentes, como Conselho Tutelar, Disque 100, polícia ou Ministério Público. A pessoa que viu alguma suspeita de violência e não fez denúncia, pode responder por omissão de socorro.

