De acordo com a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DR-CCIBER), que investigou o caso, o indiciado utilizava um perfil falso em uma rede social para conversar com a vítima.
Os dois passaram a ter uma espécie de relacionamento virtual, com troca de mensagens sexuais, e em uma delas, ele a convenceu a enviar um vídeo íntimo. Quando ela se negou a continuar as conversas, ele iniciou as ameaças.
Nas conversas, ele cobra a vítima e diz que “até agora, só um amigo tem [as imagens]”. Ao informar que registraria um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia, o homem a ameaça: “Então já que vai fazer, posso divulgar o vídeo?”.
De acordo com a delegada Áurea Uchôa, o indiciado, que mora no município de Santana, a 17 quilômetros da capital, Macapá, queria dar continuidade aos conteúdos sexuais, e passou a chantagear a vítima para enviasse mais material ou que mantivessem relação sexual virtual, o que foi negado por ela.
A polícia encontrou com o homem vários vídeos com conteúdo sexual de outras mulheres, obtidos também por meio de conversas em perfis falsos. As contas dele nas redes sociais foram excluídas pela delegacia.
Sextorção é o termo que caracteriza a ameaça pela qual o agressor usa imagens íntimas da vítima para obrigá-la a fazer algo, como reatar o relacionamento ou pagar para não ser exposta.

