O caso aconteceu no dia 2 de novembro, quando a professora do curso de farmácia enviou mensagem no grupo de WahtsApp do curso logo após o segundo turno das Eleições 2022, depois que viu dois alunos manifestando apoio ao presidente eleito, Luis Inácio Lula da Silva.
“Procurem outro professor para orientar vcs. Amanhã estarei entregando a carta de desistência da orientação de vcs. Não quero esquerdistas no laboratório. Portanto, sigam a vida de vcs. E que Deus os abençoe. Se tiver mais algum esquerdista, que faça o favor de pedir desligamento. Ou estão comigo, ou contra mim [sic]”, escreveu a professora.
O desligamento do programa foi decidido em uma reunião da comissão que avalia o caso no dia 9 de novembro. Sheylla segue sendo alvo de processo administrativo disciplinar na Unifap, que corre sob sigilo.
Os atos de assédio foram praticados contra a aluna Débora Arraes, que é professora na Universidade do Estado do Amapá (Ueap), e Líbio Tapajós Mota, professor de 42 anos de idade.
Depois da repercussão do caso, Sheylla usou seu perfil nas redes sociais para pedir desculpas pelo “excesso”.
“[…] De início, cabe esclarecer que sou ser humano como qualquer outra pessoa capaz reproduzir sentimentos instantâneos. Dessa forma, no calor das eleições, acabei me excedendo nas palavras onde disse para dois alunos que procurassem outro Orientador. No entanto, minha missão como professora não acolhe esse tipo de conduta, posto que dediquei a minha vida pela educação. Não serve preferência política, por razões pessoais, para segregar alunos e deixa-los a própria sorte. Meus alunos são as peças mais importantes do binômio Aluno/Professor. Assim, assumo que me excedi nas palavras e peço desculpas pelo ocorrido, as eleições passam e a educação fica! Peço desculpas aos meus Alunos Líbio e Débora, à sociedade, bem como à Unifap”.

