Nesta quarta-feira (14) foram divulgados pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Penssan) os dados sobre insegurança alimentar no Brasil.
O Amapá é o segundo estado do país que mais sofre com insegurança alimentar moderada e grave em lares com crianças de até 10 anos de idade (60,1% dessa população). Seis em cada 10 famílias relataram dificuldades para comprar alimentos e tiveram que reduzir a quantidade de algum item.
No Norte, 51,9% dos domicílios com ao menos uma criança menor de 10 anos têm nível moderado ou grave de insegurança alimentar; no Nordeste, este percentual é de 49,4%. A insegurança grave é considerada como o mesmo que “fome”; já a insegurança moderada ocorre quando a quantidade e qualidade da alimentação são insatisfatórias e há, por exemplo, quebra na rotina de alimentação por conta da falta de alimentos.
Nessas regiões, os percentuais mais preocupantes de insegurança moderada e grave nos lares com crianças foram registrados no Maranhão (63,3% dos domicílios), Amapá (60,1%), Alagoas (59,9%), Sergipe (54,6%), Amazonas (54,4%), Pará (53,4%), Ceará (51,6%) e Roraima (49,3%).
A dona de casa Alessandra dos Santos, que mora em Macapá, passa por dificuldades na alimentação e contou à Rede Amazônica o drama vivenciado pela família.
“É difícil porque meu esposo tá desempregado. Ele faz bico, mas quando não tem bico a gente não almoça e às vezes não janta. Quando vejo meus filhos pedindo comida que eu não tenho de onde tirar, eu peço pra Deus enviar”, contou Alessandra.
Números da insegurança alimentar no Amapá:
- Leve: 29%
- Moderada: 18,4%
- Grave: 32%

