Continuamos confortavelmente assistindo os “deuses ambientalistas europeus” inocularem o veneno da nova seita nas mentes de todas as pessoas do planeta utilizando as mídias internacionais e nacionais. Por uma estranhas e conveniente coincidência, após termos invadido o mundo com a quantidade e qualidade da nossa produção agropecuária, passaram a responsabilizar os animais brasileiros como os maiores produtores de gases de efeito estufa, tudo em função do processo ruminal dos animais durante a alimentação.
O mais interessante é que os “deuses” esqueceram que o planeta, hoje, está povoado com 8 bilhões de seres humanos a expelir diariamente metano e dióxido de carbono através dos arrotos e “puns”. Esqueceram também que os nossos cemitérios e pântanos ao redor do mundo apresentam durante a noite um fenômeno chamado de “fogo fátuo”. Vejamos como descreve tal fenômeno a Wikipédia:
Fogo-fátuo (do latim i̅gnis fatuus), também chamado de fogo tolo ou, no interior do Brasil, fogo corredor ou João-galafoice, é uma luz azulada que pode ser avistada em pântanos, brejos etc. Na ciência moderna, é geralmente aceito que a maioria dos ignis fatuus são causados pela oxidação de fosfina (PH3), difosfano (P2H4) e metano (CH4) junto a ionização de suas moléculas, formando o plasma. Esses compostos, produzidos pela decomposição orgânica, podem causar emissões de fótons. Uma vez que as misturas de fosfina e difosfano inflamam-se espontaneamente em contato com o oxigênio no ar, seriam necessárias apenas pequenas quantidades para inflamar o metano, muito mais abundante, para criar incêndios efêmeros. Além disso, a fosfina produz pentóxido de fósforo como um subproduto, que forma ácido fosfórico em contato com vapor de água.
Em algumas culturas um bom arroto, após a refeição, significa a aprovação dos alimentos servidos pelo anfitrião. Não arrotar após uma farta refeição é um insulto.
Será que os sábios cientistas cujos aprofundados estudos deram origem, nos subterrâneos da ONU, às bases do “ambientalismo europeu” não levaram em conta a emissão de gases de efeito estufa por seres humanos e preferiram se debruçar sobre o rebanho bovino do nosso país? Fico intrigado quando não vejo a pecuária dos demais países como EUA, Irlanda, Austrália, Índia e outros países que praticam a bovinocultura serem atacadas. Com relação à Índia eu até entendo, afinal lá as vacas são sagradas. Um outro aspecto são os “carros elétricos” festejados mundialmente. Os tais “deuses” não tem a mínima noção como a eletricidade é produzida na maior parte do mundo.
Enquanto isso a França, que discursa contra Brasil em razão da derrubada de árvores na Amazônia e a pecuária, permanece “pontificando”, como diriam alguns colunistas sociais, no noticiário internacional. Desta feita buscando a redenção de seus pecados e crimes do passado, continuados no presente, cometidos contra o planeta durante milênios de devastação florestal e a escravização de vários povos, vai à luta pela reconstrução da Catedral de Notre Dame de Paris, com a manutenção de sua estrutura original. Para atingir tal objetivo comete um “pavoroso crime” contra a natureza e o aquecimento global, como define a nova seita do ambientalismo europeu.
Leiam a Notícia publicada pelo Deutsche Welle e reproduzida pelo site “ambientebrasil” em 17/02/2021, sob o título: França busca carvalhos centenários para Notre-Dame.
Especialistas franceses vasculham as florestas do país em busca de árvores centenárias de carvalho para a reconstrução do pináculo da Catedral de Notre-Dame. O edifício histórico sofreu enormes danos durante um incêndio de grandes proporções em abril de 2019, que derrubou o pináculo de 96 metros, feito de madeira e chumbo. Após cair, ele se fundiu com a estrutura de pedra da igreja…. Mas, para tal, serão necessários mais de mil carvalhos de 150 a 200 anos de idade. As árvores devem ser retas, com diâmetro entre 50 e 90 centímetros e de alturas de entre 8 e 14 metros. Elas devem ser cortadas até o final de março – início da primavera na Europa – antes que a seiva possa vir à superfície, o que deixaria a madeira úmida demais. Antes de serem cortados em toras, os troncos devem passar por um período de secagem de entre 12 e 18 meses.
Não se tratam meramente de indícios ou de “fakes information”. É a concretização do “faça o que eu digo e não o que eu faço”. Não sei os demais, porém, estou impressionado com o imenso “paradoxo” criado pela França, como se não bastasse o enorme conflito entre as atitudes do governo da Noruega e as de suas empresas privadas nacionais. Enquanto isso Gisele Bündchen, de boa fé, quer plantar 40.000 árvores na Amazônia, talvez parte do seu esforço fosse melhor direcionado se investisse, também, no replantio dos carvalhos que estão sendo derrubados na França.
Percebo que os demais países da União Europeia tem se mantido calados, salvo algumas “golfadas” da Noruega e de um ou dois pequenos países, deixando tudo a cargo do extremismo francês. Diante de tudo que a França deve ao mundo me faz recordar a fábula do escorpião e o sapo:
O Escorpião e o Sapo é uma fábula sobre um escorpião que pede a um sapo que o leve através de um rio. O sapo tem medo de ser picado durante a viagem, mas o escorpião argumenta que se picar o sapo, o sapo iria afundar e o escorpião iria se afogar. O sapo concorda e começa a carregar o escorpião, mas, no meio do caminho, o escorpião acaba por ferroar o sapo, condenando ambos à morte. Quando perguntado pelo sapo por que havia lhe picado, o escorpião responde que esta é a sua natureza e que nada poderia ser feito para mudar o destino.
Parece que a recuperação da Catedral de Notre Dame de Paris a converte em uma Catedral fora do mundo, não se enquadrando como contribuinte do aquecimento global e devastação florestal. Estou muito interessado em saber como o presidente Macron, o grande cardeal da nova seita “parida” nos subterrâneos da ONU em parceria com a UE, conseguirá “sincretizar” doutrinariamente atitudes tão divergentes de seu país. Será que seremos “brindados” com mais um “show de hipocrisia”.