Desde o “achamento” do Brasil, por Pedro Álvares Cabral, que a Europa tem desejo “inconfessável” pelos nossos territórios. Talvez um pouquinho de história faça com que todos acreditem no que digo, os europeus chegaram a dividir o planeta, em função das novas descobertas, entre dois países – Espanha e Portugal – ao assinarem o “Tratado de Tordesilhas”.
A expressão mais em voga e odiada hoje é “desmatamento”, em todos os países é comentada sempre vinculando os brasileiros ao ato. Será que é preciso, como já disse antes em um artigo, “rebobinar a fita” e lembrar as lições de história do Brasil dos bancos escolares? Pois é, sempre revisitando a nossa própria história para lembrar que quem iniciou o desmatamento em nossas terras foram os europeus, portugueses, em busca de madeiras nobres para levar para a “terrinha“ e, justiça seja feita, os autores dessa façanha no presente não são mais eles e, ainda fazendo justiça, vale lembrar que o crédito do processo no planeta vai, também, para alguns países que hoje fazem parte da UE.
Já que falei em justiça, a bem da verdade preciso esclarecer o que várias vezes afirmei sobre os europeus não comprarem praticamente nada da Amazônia. Os europeus compram de forma legal os nossos minérios e a madeira produzidos legalmente, entretanto, o mercado ilegal é muitas vezes maior que o legal. Os europeus compram madeira e pedras preciosas de forma ilegal, não importando a legalidade ou ilegalidade da produção além de, pasmem, contrabandear as mudas da nossa biodiversidade, pois, pretendem reeditar o “case” das seringueiras cujas mudas foram furtadas e plantadas na Malásia. Recentemente foi veiculado na internet um vídeo da apreensão, na bagagem de uma jovem europeia, de mudas de plantas que compõem a nossa biodiversidade. Como é mesmo? Façam o que digo, não façam o que faço.
Como todos sabem mudanças ocorrem e são inevitáveis. O Brasil que era um dos grandes importadores mundiais de alimentos e em decorrência da chamada agricultura tropical, nos últimos 50 anos, tornou-se um dos maiores exportadores de alimentos e em alguns produtos o maior. Os europeus assistiram pasmos a mudança que ameaça a sua hegemonia e domínio do mercado internacional. Fizeram e continuam fazendo várias tentativas para nos tirar desse mercado.
Qual a solução encontrada pelos europeus para anular a concorrência brasileira reduzindo a nossa produção? A resposta veio da ONU. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, mais conhecido pelo acrônimo IPCC (da sua denominação em inglês Intergovernmental Panel on Climate Change) é uma organização científico-política criada em 1988 no âmbito das Nações Unidas (ONU) pela iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Tem como objetivo principal sintetizar e divulgar o conhecimento mais avançado sobre as mudanças climáticas que hoje afetam o mundo, especificamente, o aquecimento global, apontando suas causas, efeitos e riscos para a humanidade e o meio ambiente, e sugerindo maneiras de combater os problemas.
Durante anos os ambientalistas europeus usaram contra nós o argumento “parido” pelo PNUMA, o aquecimento global, de repente, perceberam que o planeta está entrando no ciclo de resfriamento global, aí o discurso mudou retornando às origens – as mudanças climáticas.
Os europeus soltaram contra nós os seus ambientalistas e alimentaram as ONGs ambientais. Como efeito colateral alguns países da UE passaram, ainda em pequenas doses, a sofrer ataques ambientalistas, o que me faz lembrar da história de dois caçadores que entraram na floresta para caçar com seus cães. Os animais caçadores eram ferozes, mal treinados e mal alimentados para poderem caçar melhor. Os caçadores logo perceberam que os cães ao invés de buscarem as presas estavam comendo-as. Os caçadores tentaram interferir no que estava acontecendo e foram, também, devorados pelos cães famintos. O que irá acontecer é um trabalho para os futurólogos.
A verdade é que estamos convivendo com uma nova ideologia filha do século XXI que está crescendo e disposta a devorar todas as ideologias, conhecimentos e religiões existentes – o ambientalismo que já se tornou, inclusive, arma política.
No meio de toda essa batalha ideológica e comercial a ONU lança um novo aviso – a população mundial atingirá o marco de 10 bilhões de habitantes em 2050, que precisarão ser alimentados. O que mais me causa espanto é a ONU transmitir a sensação que 2050 é o marco final do crescimento populacional. Ledo engano, a despeito das mudanças climáticas, faça sol ou chova, caiam geadas ou hajam ondas de calor, os casais na intimidade de seus lares continuarão a procriar trazendo ao mundo bilhões de bocas famintas. É uma questão de tempo, que felizmente não testemunharemos, o planeta ficará superpovoado tornando-se impossível a vida humana. Diante deste fato inconteste qual será o novo painel que a ONU criará?