Desde a descoberta do Brasil o Agro permeia e viabiliza a sua história. Mas, não há nenhuma novidade no fato mencionado. Há milhares de anos o aumento da atividade do cultivo agrícola fixou os seres humanos à terra e a partir disso pode-se comemorar o início da chamada civilização, ensejando a criação dos primeiros núcleos, se assim podemos chamar, urbanos. Até então os habitantes eram nômades, viviam basicamente do extrativismo e da caça, mudavam-se constantemente sempre que os alimentos escasseavam.
Com a chegada dos portugueses às terras do Brasil, em 22 de abril de 1500, um novo mundo se descortinava para Portugal que ainda não percebia tal fato, somente com o passar dos anos se deu conta da riqueza da descoberta. Em princípio por acharem ter encontrado uma ilha a denominaram de Ilha de Vera Cruz. Os portugueses desembarcaram no local que chamaram de Porto Seguro e após 2 dias tiveram contato com os habitantes da “ilha”, os índios. Na época o litoral baiano era ocupado pelos Tupinambás e Tupiniquins, no interior habitavam os Aimorés. Mais tarde ao reconhecerem o erro de que não se tratava de uma ilha passaram a tratar a terra descoberta como Terra de Santa Cruz. Somente em 1511, em razão da grande quantidade de pau brasil, denominaram as novas terras descobertas de Brasil.
Como todos bons “descobridores” europeus, para honrar tal fato, a Coroa portuguesa determinou a conquista e ampliação das novas terras. Até então os portugueses se limitavam ao escambo de mercadorias com os indígenas em troca de pau brasil, começava aí a destruição de nossas florestas e, pasmem, em benefício de um país europeu. No ano de 1530 foi organizada uma expedição, cujo comando foi entregue a Martim Afonso de Souza, com a finalidade de expandir o novo território, dominar os habitantes e expropriar as suas terras, o que foi feito com muita competência.
Os conquistadores, desde o primeiro contato com os indígenas, perceberam que tais povos eram extrativistas, caçadores e coletores, porém, já cultivavam alguns produtos para a sua alimentação da qual tiveram que compartilhar. Com a formação dos primeiros núcleos urbanos cada vez mais os novos habitantes passaram a depender do que era cultivado. Os alimentos importados através de longas viagens da Europa não eram mais suficientes. Sementes, mudas de plantas, grãos, animais e técnicas de cultivo foram importados. Os portugueses passaram também a caçar, coletar e cultivar ombro a ombro com os povos nativos. O Agro da nova terra cresceu e se desenvolveu para poder garantir a sobrevivência dos núcleos urbanos.
Desculpem esta mini aula de história do Brasil, entretanto, é preciso refrescar a memória de alguns. As cidades dependem diretamente da existência e desenvolvimento do Agro, quanto mais crescem mais o Agro precisa crescer. A Urbis e o ruris, desde tempos imemoriais, convivem em harmonia e perfeita simbiose. Equilíbrio este que alguns brasileiros, por completo desconhecimento da história e do Agro ou descaso, desejam romper usando como arma a tributação. Será que alguém nutre a ilusão que com a falência, paralização ou encolhimento do Agro, os habitantes das cidades iriam para os campos plantar, colher e criar animais para suprir a sua alimentação?
Fico imaginando como teria sido o enfrentamento da atual pandemia se o Agro houvesse parado ou encolhido. Como os “essenciais”, inclusive, os da saúde teriam trabalhado e o povo sobrevivido? O que teria acontecido com a economia, com os programas de auxílio à população sem os alimentos produzidos e sem as divisas das exportações do Agro? Creio que falta, pelo menos, um pouquinho de gratidão e apoio. É preciso desenvolver a consciência que, apesar do desenvolvimento industrial, o Brasil sempre foi um país agrário e continuará a sê-lo sob pena de estagnação. O Agro não precisa de repressão e sim de desenvolvimento. Sejamos inteligentes, por favor.
Enquanto somos reprimidos internamente a União Europeia continua o seu trabalho cruel de controle populacional através da fome tentando sabotar a produção dos alimentos das regiões tropicais, principalmente as do Brasil.
Apesar de toda a sua pose de campeã do ambientalismo a UE possui fragilidades e erros grosseiros que não consegue esconder. Li recentemente, no UOL notícias a seguinte matéria:
“A França foi denunciada nesta sexta-feira (30) ao Tribunal de Justiça Europeu por causa da emissão de partículas finas do tipo PM10. O país já foi condenado pela justiça europeia devido à poluição do ar ligada ao dióxido de nitrogênio (NO2). Bruxelas acusa a França de “não cumprimento sistemático” das regras europeias sobre poluição por partículas finas PM10, cujos limites foram ultrapassados, segundo a acusação, “em Paris e na Martinica por um período de 12 e 14 anos, respectivamente”. A França também deverá responder pelo “descumprimento de sua obrigação de proteger os cidadãos contra a má qualidade do ar, …”
A leitura dessa reportagem me fez refletir muito sobre o assunto e cheguei a três hipóteses: A. Trata-se de uma denúncia para “inglês ver”, demonstrando que a Europa está disposta a cortar na sua própria carne para justificar a atual campanha. Tal hipótese descartei imediatamente, a mesma denúncia poderia ser feita contra qualquer país europeu. B. trata-se da “guerrinha” de sempre entre Bélgica e França; C. A denúncia representa a insatisfação crescente contra as atitudes do Presidente francês, com a sua demonstração explicita de ódio ao Brasil, que vem atrapalhando os estrategistas europeus do controle populacional.
Toda vez que penso em controle populacional e tentativas de extinção de etnias me vem a mente alguns países da Europa. Minha memória não precisa viajar muito no passado, tivemos exemplo disso há menos de um século, justamente na Europa. Para controlar o crescimento populacional, hoje, basta sabotar a produção de alimentos de zonas tropicais levando à carência deles.
Há muitos anos a União Europeia, aliada à ONU, vem tentando convencer o mundo que os habitantes bípedes da terra não são “homo sapiens” e sim “vírus”, cujo único objetivo é adoecer e destruir o planeta. O mais triste é que alguns brasileiros, os colaboracionistas, já se sentindo vírus, passaram a colaborar e trabalhar com os estrategistas europeus. Não perceberam, ainda, que a campanha é contra toda a espécie humana.
Gil Reis
Consultor em Agronegócio