Segundo o vice-governador, a estratégia do governador do Amazonas foi mostrar alinhamento com o pensamento do presidente Jair Bolsonaro, produzindo na população a chamada imunidade de rebanho, mas o que aconteceu, de fato, foi a produção de um ambiente propício para a proliferação da P1 (variante do coronavirus). A operação, segundo Carlos Almeida Filho, tinha o beneplácito do Ministério da Saúde que chegou a organizar uma viagem a Manaus, sob a coordenação de Mayra Pinheiro, a chamada “Capitã Cloroquina”, a fim de difundir o uso do kit covid, como fase importante do projeto.
O que foi adotado em Manaus foi a chamada “política de contaminação” com a finalidade de comprovar a tese da imunidade de rebanho pregada pelo presidente Bolsonaro. Dizia-se no Amazonas que o convívio e a contaminação produziriam a pérola do negacionismo que é tal imunidade em massa ou de rebanho. Há de se convir que experimentos macabros, como este, já foram perpetrados em profusão na humanidade sob a batuta de governos tiranos. O ideário nazista, por exemplo, fez dos adversários políticos de Hitler, cobaias de seus experimentos que causaram dor, humilhação e mortes terríveis.
Sabe-se que o presidente Jair Bolsonaro defende deliberadamente a famigerada imunidade de rebanho que, segundo ele, adquire-se com o máximo de contaminação da população, resultado da inobservância do distanciamento social. Essa tese, contudo, é refutada pela comunidade cientifica que afirma que só a vacina pode frear a contaminação e proteger a sociedade. Esse embate tem irritado o presidente que busca aliados para colocar em prática sua tese. Só que isso custa vidas. Em Manaus, por exemplo, houve colapso do sistema de saúde e corpos foram enterrados sem cerimônia em valas comum, lembrando os campos de concentração nazista.
Essa acusação de que Manaus pode ter sido um laboratório do negacionismo faz lembrar Hitler com seus experimentos macabros que fazia a ciência andar de mãos dadas com o nazismo. Segundo historiadores Hitler sabia o poder da ciência militar, daí o seu fascínio pelas suas práticas, mas tinha um problema insuperável: não entendia nada do assunto. Por aqui, temos o nosso “furher”, que diz que quer superar a pandemia, mas que, ao contrário de Hitler, se apega a teses furadas que se desemparam da ciência e, como Hitler, também não entende nada do assunto. O que nos resta é aguardar o “Dia D”. Ele virá!