Amor (do latim amore) é uma emoção ou sentimento que leva uma pessoa a desejar o bem a outra pessoa ou a uma coisa. O uso do vocábulo, contudo, lhe empresta outros tantos significados, quer comuns, quer conforme a ótica de apreciação, tal como nas religiões, na filosofia, nas ciências humanas.
Há várias definições para o amor como: a “dedicação absoluta de um ser a outro”, o “afeto ditado por laços de família”, o “sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra” e aqueles em que também se inclui a atração física, as aventuras amorosas, o sentimento transcendental e religioso de adoração, perpassando ao sinônimo de amizade, apego, carinho, etc. O amor é uma atividade, e não um afeto passivo; é um “erguimento” e não uma “queda”. De modo mais geral, o caráter ativo do amor pode ser descrito afirmando-se que o amor, antes de tudo, consiste em dar, e não em receber.”
Porém, por ser um sentimento, ele se torna algo muito subjetivo com uma objetividade implícita em si, a torná-lo então uma ARTE, e ao contrário da crença comum de que o amor é algo “fácil de ocorrer” ou espontâneo, ele deve ser aprendido; ao invés de um mero sentimento que acontece, é uma faculdade que deve ser estudada para que possa se desenvolver – pois é uma “arte”, tal como a própria vida.
Quando se fala de amor, logo somos remetidos ao que é romântico ou romantismo. Este amor que é conceituado de amor romântico, celebrado ao longo dos tempos como um dos mais avassaladores de todos os estados afetivos, tem o poder de despertar, estimular, perturbar e influenciar o comportamento do indivíduo. Dos mitos à psicologia, das artes às relações pessoais, da filosofia à religião, o amor é objeto das mais variadas abordagens, na compreensão de seu verdadeiro significado, cujos aspectos perpassam pelos
Vale a pena ressaltar que o amor, algo que envolve consenso, escolha e paixão amorosa, não fazia parte do matrimônio até o século XVIII, quando a sexualidade passou a crescer em importância dentro do casamento, pois dos tempos primitivos até à Idade Média eram os pais quem cuidavam dos casamentos dos filhos, como um negócio; o casamento tinha bases que eram mais importantes que o amor, e o sentimento era reservado para as relações adulterinas. Porém, essa tratativa com o amor mudou com a modernidade, pois passou a se perceber que a amizade, companheirismo e afeto são os principais motes das relações afetivas, como o casamento, e não a procriação.
Olhado pela ótica da ciência, o amor torna-se algo difícil de se entender ou até mesmo explicar. Se perguntarmos para alguém o que é o amor, perceberemos que muitos não sairão de olhar para o alto, ou dirá: É um sentimento difícil de se explicar. Concordamos que sendo o amor uma Arte, ele precisa ser estudado, conhecido e praticado, pois o conhecimento está ligado ao amor e ao amar, pois de acordo com o Químico suíço Paracelso “Quem nada conhece, nada ama. Quem nada pode fazer, nada compreende, nada vale. Mas quem compreende, também ama, observa, vê… Quanto mais conhecimento houver inerente numa coisa, maior será o amor”.
Sendo o AMOR uma arte, é simples de entender que a própria arte (Poesia) poderá explicar o amor. O Poeta Luiz Vaz de Camões diz que o verdadeiro e único Amor é algo muito mais além da compreensão humana e nos dá um conceito de amor mais espiritual, mas da alma, onde se pode realmente sentir o que realmente é o amor, como uma verdade difícil de externar quando sentido, algo divinal:
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
Para o poeta, Jorge A. M. Maia, o amor transcende o que é terreno, ele é elevado ao grau maior do tempo (a eternidade) envolvido com o mais sublime substantivo abstrato, cujo o amor é a sua mais nobre característica, ou vice e versa. (a verdade)
O amor é a eternidade da alma
E a verdade que permeia a vida.
Portanto o amor se vive
E não se explica.
SONETO DE FLORES E AMORES
Todavia, amor não é um ser mundano
E sim uma viva voz das falas benditas
É o ser virtuoso sem pecados e danos
É a palavra divina que no peito palpita.
É paisagem que aos olhos se entrega
Ou um desejo que contraria o meu eu.
É o querer do qual a verdade não nega
Ou a saudade daquilo que já fora meu.
Assim, amor é uma porta entreaberta
É um cair de noite de forma indiscreta
Esperando amanhecer o céu em azul.
É um dia que amanhece sem pressa
De uma luz que nos adentra a fresta
De um sol se pondo ardentemente nu.
Jorge A. M. Maia