As religiões desde os primórdios das civilizações se debruçaram sobre o tema. A filosofia e as religiões fizeram tratados em todos os tempos, relacionando a questão da liberdade, consciência, razão, moral, natureza, necessidades, ideologias, crenças e cobiça.
O mal nos atinge e cria sentimentos dispares e destruidores. Podemos dizer que o medo, o vazio, a solidão e a insegurança são capazes de nos levar a um processo de dominação, que nos tornar agentes do mal. O certo é que o mal existe. Todos são vitimas e ao mesmo tempo agentes do mal.
O conceito de mal radical vamos ver no pensamento de Kant no contexto da relação religião, razão simples, lei moral, amor próprio para as escolhas humanas. Na busca por identificar o fundamento da obsessão para o mal no homem, Kant se vê diante da dificuldade de ter de articular natureza e liberdade.
O mal radical é uma espécie de ataque à própria disposição para o bem, para se deixar tocar pela lei. O mal seria esta propensão universal para não receber o respeito pela lei como móbil. A especificidade da religião consiste em aliar o respeito pela lei a uma disposição para a realização de ações boas. Uma observação simples é concluir que o Mal é a total ausência do bem.
O desenvolvimento da cultura criou o conceito de moral. Na reflexão sobre moralidade aparece um mal intrínseco à natureza do ser humano e que se atrela ao conceito de liberdade. O mal, portanto seria uma condição inata ao homem.
O ser humano nasceu para Deus, pois nele existe o desejo profundo de infinitude. Na ânsia de viver, ser feliz e alimentar prazeres, o ser humano acaba caindo nas armadilhas do sistema se consumo.
A pandemia da Covid 19 trouxe-nos novos desafios e novas formas de organizações. A crise do desemprego, a violência, os órfãos, as viúvas, os tratamentos na saúde que foram interrompidos, a morte de milhares de pessoas, a fome, a crise política e outros desafios exigem de todos nós compromisso para que juntos possamos buscar soluções que nos ajude a manter o equilíbrio emocional, para que possamos superar o atual momento que o mundo vive.
Sabemos que o mal talvez nunca seja banido da terra, porém podemos fazer a nossa parte. Como superar o mal, dentro e fora de nós? Vivemos numa época em que o mal prospera. Mesmo nesta pandemia, os mais pobres têm sentido seu efeito de forma mais intensa e devastadora. O governo oferece um auxílio irrisório aos mais pobres, subtraído dos que menos têm. Mas nega-se a mexer com os mais ricos. O imposto sobre grandes fortunas há décadas, mesmo previsto na Constituição, aguarda uma regulamentação, convenientemente “esquecida” por nossas autoridades. Quando as forças do estado de direito se omitem as forças do mal se radicalizam.