A leitura nos remete ao passo a passo da história em construção da instituição pioneira no ensino superior no Estado do Amapá. O jornalista Jorge Herberth, no prefácio, inspirado no conteúdo da obra sintetiza, com uma propriedade invulgar e com maestria, que “é sobre isso que ele escreve, conduz e vos entrega, não apenas para reflexão política ou histórica, mas para a luta pelo conhecimento extraído dos saberes, de uma semente ou raiz, de uma ave ou mamífero, de uma célula ou de uma rocha e suas utilidades para a gente do Amapá”. O texto do Fernando Canto é um Poema ecoando vozes: unam vossas mentes e corações. Lutem juntos. Sejam mais generosos. Pois não será medindo forças que as correntes se transformarão em mãos unidas. E nem a chuva equatorial apagará marcas de cal ou encherá de conhecimento ilhas isoladas, abandonadas ou lagoas poluídas”.
Sobre a obra alerta, com veemência, o Prof. Dr. Yurgel Pantoja Caldas, “sim, é poema. Sim, foi um poema de Fernando Canto – um canto de amor à UNIFAP. Um poema que tem humor e tem terror, mas um amor que, acima de tudo, carrega esperança e se renova a cada arfar. Ainda sobre o impacto da primeira leitura, imagino uma recitação do texto recém-criado, vindo a lume pelas mãos e pela cabeça do poeta que tudo sabe e nada vê, pois que o saber pode prescindir, sim, do olhar. Como nos ensinou Saramago, olhar não é ver. Então Fernando Canto mais que vê, repara escreve e porque ele pode; porque ele é poeta. E digo mais. Trata-se do maior nome vivo da prosa viva no Amapá”.
A obra, com apenas 27 páginas, é de uma profundidade imensurável. O texto cruza tendências literárias numa criatividade genial. Há de se parir ousadia para reproduzir esse trecho que encanta: “Bólidos políticos cruzam os céus das ideologias a cada segundo desvairado, entre mentes que se ardem por falta de coerência. – Mas como, me responda, mas como? Como não derramar o ácido cru sobre o tecido da inocência, se os caminhos da sabedoria exigem sacrifícios, mudanças sob o excruciante esforço da juventude? Como não lidar com os acontecimentos, os fatos sociais, as teorias que ficam na gruta do silêncio como starts que geram insights na hora da explosão da luz – o big bang que derramará estrelas na mente dos discentes?” Eu que por ali passei, como um pirilampo em chamas, vejo-me em tudo. Grato, poeta!