“Era uma mulher. Quando eu vi, já estava coberta por um pano e sendo levada [pelos socorristas]”, disse. Andréa conta que, mesmo depois do ataque, alguns banhistas continuaram na água. “Eles [os guarda-vidas] estão tirando as pessoas a pulso”, diz.
Em nota, a prefeitura de Jaboatão dos Guararapes lamentou a ocorrência. Segundo a gestão municipal, o local do incidente desta segunda (6) “não era considerado de risco”.
No entanto, segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarão (Cemit), há risco de incidentes no trecho de 36 quilômetros entre a Praia de Bairro Novo, em Olinda, até os Arrecifes do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho.
Um decreto estadual está em vigor desde 1999 e há 150 placas indicativas do risco de incidentes com tubarão em toda essa extensão, incluindo Jaboatão.
A prefeitura disse ainda que vai procurar o Cemit para marcar uma reunião a fim de avaliar novas providências que deverão ser tomadas.
Histórico de ataques
Antes do caso de domingo, o último registro de incidente com tubarão em Pernambuco foi feito há menos de 15 dias, quando um surfista foi atacado em Olinda, também no Grande Recife, no dia 20 de fevereiro.
Antes disso, um turista de Rondônia teve o pé ferido por um tubarão em Fernando de Noronha, em abril de 2022. Poucos meses antes, uma menina de 8 anos também foi atacada na ilha e teve a perna amputada.
Em 2021, duas pessoas foram mordidas por tubarão em Jaboatão dos Guararapes. Uma morreu e outra ficou ferida. A área da igrejinha foi interditada.
Com o ataque desta segunda (6), sobe para 77 o número ocorrências envolvendo tubarões no estado, sendo 67 no continente, e outras dez, em Fernando de Noronha. A contagem foi iniciada em 1992, quando se registrou o primeiro caso em Pernambuco.
Com informações do G1