O adolescente, de 14 anos, que abriu fogo contra estudantes da Escola Eurides Sant’anna, em Barreiras (BA), nessa segunda-feira (26/9), anunciou o passo a passo do ataque em uma rede social.
As publicações foram feitas em uma conta no Twitter, com um pseudônimo. Atualmente o perfil está suspenso por violar regras da empresa. Nas postagens, o adolescente declarou que “o dia do massacre estava chegando” e que as vítimas sentiriam “a ira divina”.
“Saí da capital do Brasil para o merdeste e nunca pensei que aqui fosse tão repugnante. Lésbicas, gays e marginais aos montes, acham que são dignos de me conhecer e conhecer minha santidade. Os farei clamar pela minha misericórdia, sentirão a ira divina”, afirmou.
Em outra publicação, o jovem teria dito que não via “a hora de fatiar gorda” e que “não teria misericórdia”. “Irá acontecer daqui quatro horas e eu estou bem de boa. Estou tão calmo, nem parece que irei aparecer em todos os jornais”, afirmou o adolescente em sua última postagem no Twitter.
O jovem também participava de comunidades e fóruns que discutiam crimes notórios e assassinos em série.
O estudante é filho de um policial reformado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O atirador usou a arma do próprio pai, um revólver calibre .38 para cometer o atentado.
Trajando roupas escuras, encapuzado e portando a arma do PM aposentado, além de um facão, o adolescente teria ameaçado a porteira da escola e se dirigido ao local onde estava a cadeirante. Lá, efetuou os disparos.
Os tiros tiraram a vida de Geane da Silva Brito, uma jovem cadeirante, de 20 anos. O criminoso foi baleado e socorrido posteriormente.
Um vídeo gravado logo após a tentativa de massacre mostra desespero, tumulto e correria. Os alunos se amontoaram na saída enquanto tentavam deixar a escola.
A Polícia Militar do município informou que o atirador foi atingido por uma pessoa não identificada e levado a uma unidade de pronto atendimento (UPA) da cidade. O rapaz está em estado grave. A Polícia Civil deve periciar o local, que foi isolado.

