Dez militares já viajam nesta segunda e outros 20 embarcam na terça-feira (10). “Também mandaremos policiais militares para Brasília, como um apoio direto à retomada da ordem no DF”, disse o secretário interino de Justiça e Segurança do Estado (Sejusp), coronel Mont’Alverne.
“Enviamos policiais federais de forma simbólica, para atuar contra ações criminosas em Brasília. Não podemos subestimar essas mobilizações. A PF segue trabalhando na prevenção e no combate aos crimes”, ressaltou o superintendente regional da PF-AP, Anderson Andrade.
Desde domingo, o governador Clécio vem atuando para evitar que atos semelhantes ocorram no Amapá. Após determinação do Supremo Tribunal Fedetal (STF), os manifestantes acampados em frente ao quartél gerenal do Exército foram retirados pela PM ainda de madrugada.
Autoridades políticas também se manifestaram nas redes sociais, repudiando os atos antidemocráticos que destruíram as sedes do Palácio do Governo Federal, o Congresso e o STF.
Veja o que disseram representantes dos órgãos de segurança, Justiça e políticos durante a reunião com o governo do estado:
“A desmobilização na praça foi feita de forma pacífica. É importante a permanência da Polícia Militar no local para que possamos evitar o retorno dos manifestantes” – general Marcos Vinicius, chefe da Brigada Foz do Rio Amazonas.
“Alguns não entenderam que a campanha eleitoral acabou. Foi terrorismo o que vimos em Brasília. Identificaremos quem estava financiando o acampamento em frente ao 34°. A Alap está disponível para apoiar no que precisar para combater o vandalismo” – Kaká Barbosa, presidente da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap).
“É necessário mudar o tratamento daquilo que se chamava de manifestação. Essa questão tem que ser levada à sério. Essas pessoas precisam ser identificadas e punidas. O Amapá e a democracia brasileira podem contar com o MP, a qualquer hora” – Socorro Milhomem, procuradora de Justiça.
“O judiciário está pronto dioturnamenre para coibir qualquer ato ilegal, principalmente de terrorismo. Pedimos que Deus nos ajude. Não podemos conceber tais agressões à democracia e às instituições” – presidente eleito do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), Adão Carvalho.
“Fizemos a desmobilização pacífica em frente ao quartel do Exército e seguimos monitorando para evitar atos de violência”, comandante-geral da PM, coronel Adilton Corrêa.
“De imediato acionamos nosso Setor de Inteligência para realizar o monitoramento destes grupos e dos meios de comunicação. Vamos finalizar o relatório e saber quem está lá, o papel de cada um, quem os financia” – secretário interino da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), coronel Mont’Alverne.
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