O advogado Heverton Rabelo, que faz parte da equipe de defesa da suspeita, conta que, durante essas duas semanas que a cliente ficou foragida, ela não tinha se entregado à polícia, porque “estava abalada psicologicamente e atrás de advogados” para defendê-la. “Ela estava no Pará nesse tempo e não no Amapá. Vamos aguardar as investigações. Ela (Ellen) vai ficar em silêncio. Vamos fazer as nossas investigações defensivas e aí poderemos falar sobre a autoria. O caso segue sob sigilo.
Em nota, a defesa da suspeita destacou que “a presunção de inocência, para este caso, está sendo sistematicamente violada por pessoas que, reiteradamente, têm publicado informações inverídicas nas redes sociais”. O comunicado acrescentou também que as condutas referidas “serão apuradas e, não dispensaremos esforços na caracterização da autoria e apuração dos crimes contra honra de Ellen em tais campanhas difamatórias”.
A partir de agora, Ellen Caroline de Oliveira Paixão fica à disposição da Justiça.
Relembre o crime
O corpo de Luiz Miranda foi encontrado, no dia 10 deste mês, em uma kitnet no município de Santa Cruz do Arari, no Marajó. Após a localização do cadáver, a polícia chegou a procurar por Ellen, já que ela morava junto com a vítima e os dois tinham um relacionamento. Entretanto, os agentes foram informados que a suspeita teria embarcado em uma lancha pela madrugada com destino a Belém.
Assim como Luiz, a companheira dele é natural do Amapá. Por isso, as polícias civis do Pará e do Amapá se uniram para procurá-la. Seis dias depois do crime, o Portal do Marajó revelou que Luiz pode ter sido assassinado com soda cáustica antes de levar 37 facadas.
Ainda conforme publicação do Portal do Marajó, as autoridades descobriram que, na noite anterior ao assassinato, Ellen teria comprado soda cáustica e um chip de celular em um comércio local. “Imagens das câmeras de segurança do mercado registraram toda a ação. A substância química foi encontrada próxima a um frasco de iogurte, o que levanta a hipótese de envenenamento”, detalha o site.
Além disso, a publicação aponta que na cena do crime a polícia encontrou também duas identidades que seriam pertencentes à suspeita, “chamando a atenção pelo fato de que em cada documento a mulher se apresentava com nomes diferentes”. “A polícia está analisando os motivos por trás dessa mudança de identidade, que, aparentemente, foi realizada de maneira legal, mas que será peça de análise”, diz o portal.
Com informações do Portal do Marajó e do Liberal

