Há duas coisas inevitáveis a morte e as mudanças. O mundo após o grande pânico, criado pelo braço ambiental da ONU e disseminado pelos ambientalistas ‘et caterva’, está testemunhando mudanças radicais no comportamento deles da água para o vinho. A verdade é que os ambientalistas não estão mais se entendendo, o que deixa a todos perplexos. No início pregavam a criação de energias alternativas para mitigar o assassinato do planeta que vinha sendo cometido pelos seres humanos. O xis da questão é que todo o instrumental promovido para a mitigação dos gases de efeito estufa e alterações climáticas era novo sem quaisquer testes e sem a medição dos efeitos colaterais. O efeito colateral mais evidente foi a criação de indústrias trilhardárias às custas dos contribuintes de todos os países.
O site RealClear Energy publicou, em 23/12/2022, o artigo “Grandes vitórias para papagaios e baleias como projetos eólicos na Tasmânia e Massachusetts são afundados” escrito por Robert Bryce, autor de seis livros, incluindo o mais recente, A Question of Power: Electricity and the Wealth of Nations, que transcrevo alguns trechos:
“Há uma verdade inescapável sobre a corrida desenfreada para cobrir vastas áreas de nosso campo e oceanos com turbinas eólicas de 600 pés de altura: quanto mais turbinas forem construídas, mais vida selvagem será prejudicada ou morta. E nenhuma quantidade de propaganda – e há um verdadeiro tsunami disso vindo da turma da energia alternativa – pode mudar esse fato. É por isso que as pessoas que realmente se preocupam com o meio ambiente – e nossa vida selvagem – devem ficar satisfeitas com as recentes notícias de que dois grandes projetos eólicos provavelmente serão cancelados. Se isso acontecer, será uma notícia positiva para duas espécies criticamente ameaçadas: o papagaio-de-barriga-laranja e a baleia franca do Atlântico Norte.
Vamos começar com o papagaio-de-barriga-laranja (nome da espécie: Neophema chrysogaster). Há poucos dias, o governo australiano aprovou um enorme projeto eólico (900 megawatts) na Ilha Robbins, localizada ao norte da Tasmânia. Mas a aprovação exige que o projeto seja completamente fechado por cinco meses do ano devido a preocupações de que as turbinas eólicas do projeto matem papagaios-de-barriga-laranja, que migram da Tasmânia para a Austrália. A Australian Broadcasting Corporation citou um funcionário da empresa que está propondo o projeto, ACEN Australia, dizendo que a exigência de fechar a instalação por quase metade do ano foi ‘completamente inesperada’ e que a empresa ‘precisaria considerar nossas opções daqui para frente.’
Se a regra de fechamento de cinco meses do governo permanecer em vigor, ela deve condenar o projeto Robbins Island. A maioria das instalações eólicas opera com um fator de capacidade de cerca de 33%. Fechar por cinco meses por ano reduzirá esse número para cerca de 19%. Dados os contínuos aumentos de custo do aço, cobre e outras commodities, bem como o aumento do custo de capital, será muito difícil, se não impossível, para o desenvolvedor do projeto obter financiamento para o negócio.
Enquanto isso, em Massachusetts, um projeto eólico offshore proposto de 1.200 megawatts conhecido como Commonwealth Wind, está em suporte de vida depois que a Avangrid, a empresa espanhola que planejava construir o projeto, retirou-se do projeto no início desta semana. A empresa afirma que os acordos de compra de energia em vigor não são lucrativos o suficiente para cobrir o custo crescente de commodities e capital. A mudança da Avangrid é positiva para a vida selvagem porque o projeto Commonwealth Wind fica bem no meio do habitat da Baleia Franca do Atlântico Norte (nome da espécie: Eubalaena glacialis), da qual restam apenas cerca de 340 no planeta.
Infelizmente para as baleias, as maiores ONGs dos Estados Unidos, incluindo o Sierra Club, o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais e outras, têm estado estranhamente silenciosas sobre o impacto negativo que o desenvolvimento da energia eólica offshore terá sobre o cetáceo super-raro. Ao longo da última década, a população da Baleia Franca do Atlântico Norte caiu cerca de 26% e restam apenas cerca de 70 fêmeas reprodutoras.
Imagine por um momento o que os Sierra Clubbers diriam se a indústria do petróleo tentasse obter licenças para algumas plataformas de perfuração offshore no meio do habitat das baleias. O clamor seria audível daqui até a Nova Escócia. Mas por causa da ilusão de que a energia eólica offshore é de alguma forma ‘verde’ ou ‘limpa’, o único barulho vindo das grandes ONGs de energia alternativa é, bem, grilos.
Felizmente, os funcionários federais da vida selvagem estão defendendo as baleias. Em 13 de maio, Sean Hayes, chefe do ramo de espécies protegidas do Centro Nacional de Ciências da Pesca do Nordeste da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, enviou uma carta ao principal biólogo do Bureau of Ocean Energy Management, alertando-o sobre o efeito mortal do vento offshore terá sobre as baleias.
A piada aqui é óbvia e, como sempre, exige que sigamos o dinheiro. A Lei de Redução da Inflação aprovada no início deste ano pelo Congresso aloca US$ 64,7 bilhões adicionais para o Crédito Fiscal de Investimento, que os desenvolvedores eólicos offshore podem usar para ajudar a financiar seus projetos. Dá aos desenvolvedores offshore um crédito fiscal de 30%. Massachusetts também dá enormes créditos fiscais para desenvolvedores de energia eólica offshore.
Vou concluir com uma linha que já usei antes: a única coisa mais burra do que a energia eólica onshore é a energia eólica offshore.”
É impressionante a ‘cara de pau’ dos ambientalistas que após pressionarem a todos com a implantação de torres eólicas mudam de ideia na mesma velocidade que mudamos nossas roupas íntimas. O mais impressionante, ainda, é como os governos embarcaram tão rapidamente na ‘canoa furada’ da energia eólica seduzidos pela conversa fiada dos ambientalistas. Será que os governantes não possuem conselheiros qualificados para estudarem profundamente as ideias ‘caídas do céu’ ou tais conselheiros são ‘Marias vão com as outras’ para demonstrar conhecimentos e competência. As perguntas que ficam são: o que ocorrerá com o projeto megalomaníaco bilionário de implantação de milhares de ‘cata-ventos’, ‘offshore’, nas costas do Nordestes, oriundo do nosso ‘poderoso’ Ministério do Meio Ambiente? Os nordestinos serão tolos o suficiente para permitir que isso ocorra?
Temos que ‘dar as mãos à palmatória’ e aceitar como verdade o que disse Stephen Hawking: “O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, é a ilusão do conhecimento.”
Ambientalistas festejam fracassos eólicos
