Um brinde!!!
Dê-me um ramo de alecrim para espanar os ares e deixar no passado; enfim, banir para longe de mim a infelicidade, a solidão, a negatividade e toda sorte de mal ou maldades que queiram se aproximar… A inveja e o mau-olhado sejam para sempre exilados em terras dos ausentes.
São crenças, são crendices, são superstições e são lendas, são resquícios holográficos sobrepostos e interpostos em evoluções e roteiros de contendas expressos nas poesias épicas e até em parlendas e nos paralelepípedos dos caminhos de bípedes, quadrúpedes e outros passantes, nos murais das cavernas e nos museus da Cultura.
Um brinde!!!
Ao verde exuberante do vermelho flamejante da guiné, a planta Amansa Senhor, que, de tão poderosa que é, pode espantar para longe, sem deixar rastros de presença, o azar e maus presságios e os contágios das malignidades. Carregá-los, não os quero.
E no ano que se inicia, pulo sete ondas, degusto sete uvas, faço em silêncio uma prece de gratidão pela vida e evoco sete pedidos, ao badalar da hora zero, para que todas as mágoas, angústias, dores do corpo e da alma, tristezas e pesares, fome e miséria (de todas as procedências) desapareçam para sempre nos desertos inclementes.
São crenças, são crendices, mas não são sandices. É a cultura que ensina, é a tradição que transmite, é a religião que professa, são os astros que regem, são os anjos e arcanjos que nos protegem…
Um brinde ao ano que finda! Um brinde ao ano que começa!!!