Apesar dos aliados do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), estimarem que ele tenha entre 55 e 60 votos dos colegas para a sua reeleição à presidência da Casa, a articulação desastrosa de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) nas negociações está desagradando e pondo em risco as chances do aliado se manter como chefe do Legislativo.
Pacheco precisa de ao menos 41 votos, o que tem sido difícil conseguir com a votação secreta. Tudo porque há queixas sobre os atropelos do político amapaense na negociação de espaços na mesa e nas comissões e isso está refletindo na postura dos colegas.
Para deixar uma nuvem ainda mais cinza sobre a cabeça de Alcolumbre, a relação com o seu partido, União Brasil ,está desgastada e ele pode deixar a legenda. Nesta quarta-feira (25), ele reuniu com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, na tentativa de reafirmar o compromisso mesmo sem a sigla ter entregado a fidelidade prometida.
“Reafirmei ao vice-presidente o meu compromisso de seguir priorizando as matérias de interesse do país, inclusive no ministério da Indústria e Comércio, na busca pelo desenvolvimento sustentável com justiça social”, escreveu o senador, em publicação no Twitter.
O União Brasil deve divulgar um manifesto para declarar independência em relação à gestão petista. Alcolumbre mira na recondução ao comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a mais poderosa da Casa, mas também deve encontrar “pedras no caminho” com o surgimento de fortes concorrentes ao cargo. Ele ainda quer ir mais longe, voltando à presidência da Casa em 2025, plano que não agrada partidos aliados a Pacheco.
Nos bastidores, Alcolumbre teria confessado “a vontade de voltar a presidir o Senado com o apoio do PT. “Na prática, ele passaria a perna no aliado Rodrigo Pacheco, que ajudou a eleger”. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Jornal A Gazeta.
A sombra de Alcolumbre não estaria conspirando a favor de Pacheco. “Vi alguém do próprio lado dele atrapalhando. O que eu recomendo pra ele é tirar o protagonismo de Davi Alcolumbre dessas negociações, caso contrário haverá um revés. O próprio Rodrigo Pacheco deve negociar com os senadores para que haja vitória”, garante o famoso vidente Pedro Baldansa durante uma live no seu canal no Youtube nesta quarta-feira (25).
O principal adversário do político até o momento é o ex-ministro do Desenvolvimento Regional de Jair Bolsonaro (PL) e senador eleito, Rogério Marinho (PL-RN).
Os maiores partidos que apoiam a reeleição de Pacheco são PSD, ao qual é filiado, MDB, PT e União Brasil. A eleição está prevista para 1º de fevereiro. O mandato vale até fevereiro de 2025.

