A Polícia Militar já identificou 93 artefatos explosivos espalhados por Araçatuba (SP). As bombas foram deixadas pela quadrilha fortemente armada que roubou bancos e fez reféns, resultando em três mortos e cinco feridos, na madrugada de segunda-feira (30/8).
Dos 93 explosivos identificados, 32 estavam em via pública, segundo a Companhia de Policiamento da Área do Interior da Polícia Militar. Outros 29 artefatos estavam em um caminhão, 19 em carros abandonados e 13 em um banco.
Os policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) ainda realizam um trabalho de varredura pelo centro de Araçatuba, nesta terça-feira (31/8). É uma busca minuciosa por possíveis artefatos abandonados, de acordo com a PM de São Paulo.
No entorno da Praça Rui Barbosa, onde ficam o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, continua o isolamento com fitas zebradas e viaturas da Guarda Municipal. As atividades comerciais da região e as aulas das escolas públicas também continuam suspensas.
Os militares do GATE se concentram no bairro Água Branca, em uma área de aterro sanitário, realizando a detonação de 100 quilos de artefatos explosivos localizados, segundo a PMSP.
Pânico na madrugada
Uma quadrilha de cerca de 50 pessoas cercou e invadiu Araçatuba durante a madrugada de segunda, provocando terror na população. Os criminosos cercaram delegacias e utilizaram reféns como escudo humano, pendurados em veículos de fuga.
Durante a empreitada criminosa, três pessoas morreram, sendo dois civis e um bandido. Cinco pessoas foram feridas, sendo que quatro permanecem internadas. Um dos feridos é um ciclista de 25 anos que teve que amputar os dois pés, após detonação de uma bomba.
A Polícia Federal (PF) assumiu a investigação do caso. Quatro suspeitos já foram presos por suspeita de envolvimento no ataque.

