Não faço parte de nenhum grupo de especialistas sobre todos os assuntos que tem surgido ultimamente em nosso país, apenas me reporto às notícias veiculadas nos sites. Surgiu uma empresa que pretende perfurar poços de 20 mil metros de profundidade para utilizar o magma como fonte de energia. Um verdadeiro atentado ao planeta. Leiamos o que foi publicado pelo site ‘Geocracia’ em 25/03/2022, sob o título “Por energia limpa ilimitada, empresa cavará maior buraco da Terra”
“Derivada do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e fundada em 2020 para avaliar o potencial da energia limpa de origem geotérmica, a empresa americana Quaise Energy ainda não começou a produzir, mas já está atraindo a atenção do mundo. Isso porque anunciou que pretende cavar o maior buraco já feito no planeta, com 20 km de profundidade.
A empresa, que já arrecadou mais de US$ 60 milhões para seu projeto, afirma que pode quebrar o recorde de perfuração da crosta terrestre (de 12,3 km) combinando os métodos atuais com uma tecnologia inspirada na fusão nuclear – o girotron, um gerador de feixe de energia de megawatt. Alimentado por elétrons em um forte campo magnético, o equipamento dispara feixes de luz de ondas milimétricas “derretendo” rochas mais duras e quentes – até hoje, um limitador que inviabilizou perfurações mais profundas.
Vencer o desafio geológico e chegar mais fundo na crosta do planeta pode fazer toda a diferença em termos de usinas geotérmicas. Por aproveitar o calor emanado do núcleo e do manto da Terra, essa alternativa é uma fonte ilimitada de energia limpa – mais até que fontes como eólica e solar, pois possui um impacto quase nulo sobre o espaço e a paisagem.
Sempre preconizada como uma solução sustentável e inesgotável de energia limpa, a fonte geotérmica, na prática, só funcionou até hoje em locais com ocorrências de termais vulcânicos, como na Islândia, por exemplo. Ali, o intenso calor do subsolo a baixas profundidades é capaz de transforma água no vapor que alimenta as turbinas geradoras de energia.
Mas, em solos normais, mesmo a 12 km de profundidade, não é possível achar rochas tão quentes. A 20 km, no entanto, os técnicos da Quaise afirmam que vão encontrar uma temperatura de 500 C°. Segundo eles, a água bombeada nesse ambiente se transforma instantaneamente em vapor supercrítico (baixa viscosidade e alta densidade), que pode ser convertido em eletricidade.
Segundo Carlos Araque, CEO e co-fundador da Quaise Energy, cavar esses buracos gigantes pode levar alguns meses, mas, uma vez que o processo esteja concluído, é possível obter energia ilimitada para uma região por até um século.
A Quaise acredita que em dois anos pode ter dois dispositivos de prova de conceito funcionando. Se tudo der certo, um sistema operacional poderá estar produzindo energia limpa em 2026. Mas a empresa é ainda mais ousada e, em 2028, tem a ambição de começar a adquirir usinas a carvão (uma das mais poluentes alternativas de geração de energia) para convertê-las em geotérmicas. Até porque, diferentemente de outras fontes, a energia geotérmica pode ser explorada em qualquer ponto de terra firme no planeta. Basta cavar.”
É impressionante como o processo é descrito com uma simplicidade espantosa como se tudo fosse muito simples e não aborda os perigos para o nosso planeta. Realmente resolveram brincar com o planeta mexendo com matéria prima que lhe dá equilíbrio – o ‘magma’, que quando se move é capaz de alterar o eixo da terra. Como se já não bastassem os vulcões existentes e a possibilidade de supervulcões. Vejamos um trechos da matéria “Supervulcões podem provocar catástrofes a qualquer momento e não sabemos como prevê-los”, publicada pela revista ‘Isto é Dinheiro’ em 10/09/2021:
“Os supervulcões são basicamente vulcões de grande largura e erupções muito mais intensas. São assim classificados quando suas explosões são registradas com Índice de Explosividade Vulcânica (IEV) de 8, o maior valor na escala. Com isso, estamos falando de mais de 1000 quilômetros cúbicos de poeira, cinzas e fragmentos de matéria sendo liberados na atmosfera. É previsto até mesmo que as explosões podem causar alterações no clima global.
De qualquer forma, as erupções não necessariamente têm a mesma intensidade. Ou seja, um vulcão ter registrado um evento de índice máximo não significa que o próximo também será assim. Além disso, sabe-se que a frequência das maiores erupções é pequena. E isso considerando uma enorme escala de tempo. Um estudo publicado na revista Bulletin of Volcanology chega a classificar apenas 42 eventos como IEV 8 nos últimos 36 milhões de anos.
De fato, as grandes erupções parecem ser separadas por milhares de anos. Mas esse pode não ser o caso para erupções menores. É isso, pelo menos, que indicam resultados recentes publicados na revista Communications Earth and Environment. Os cientistas analisam modelos da última explosão do supervulcão de Toba, na Indonésia.
Há 75000 anos, o evento pode ter sido um maiores na história. Pensa-se até que pode ter causado um período glacial em razão da quantidade de poeira e matéria jogada na atmosfera. Investigando a presença de minerais como feldspato e zircônio na caldeira do vulcão (a abertura no seu centro), os pesquisadores puderam ter uma ideia melhor sobre a história da liberação de gases vulcânicos.”
Parece que o risco de mexer com o ‘magma’ e a possibilidade de criar novos vulcões ou supervulcões em troca de lucros biliardários em nenhum o momento preocupou Carlos Araque, CEO e co-fundador da Quaise Energy. Enquanto a sanha de alguns que querem ganhar muito dos novos nichos de mercado criados pela crença do ‘ambientalismo desvairado’ pregada pela ONU, nós os pobres mortais temos que conviver com riscos que jamais imaginamos. Cada dia que passa fica mais perigoso viver no planeta terra, não pelo denominado aquecimento global e sim pelas soluções desenvolvidas para mitiga-lo.