A sensação de calor ou frio pode variar de pessoa para pessoa. No entanto, quando essa sensibilidade se torna frequente, intensa ou desproporcional à temperatura do ambiente, pode ser um sinal de alterações hormonais. Distúrbios da tireoide, menopausa, alterações nos níveis de cortisol e desequilíbrios metabólicos estão entre as causas mais comuns, segundo a endocrinologista Jacy Alves.
De acordo com a médica, o alerta ocorre porque os hormônios têm papel fundamental na regulação da temperatura corporal, do metabolismo e da circulação sanguínea.
Para identificar quando a sensação deixa de ser normal, é importante observar a frequência, a intensidade e a presença de outros sintomas associados.
“É normal sentir frio em ambientes refrigerados ou calor em dias muito quentes. Quando essa sensação surge sem relação com o ambiente, interfere na rotina ou ocorre de forma exagerada, pode indicar um desequilíbrio hormonal ou metabólico”, explica.
O papel da tireoide
A tireoide é uma glândula responsável por controlar o metabolismo do organismo por meio da produção dos hormônios T3 e T4. Essas substâncias influenciam diretamente no gasto energético, na produção de calor e no funcionamento das células.
“Quando a tireoide funciona lentamente, como no hipotireoidismo, o metabolismo desacelera e a pessoa tende a sentir mais frio. Já no hipertireoidismo, o metabolismo fica acelerado, aumentando a sensação de calor e o suor excessivo”, destaca Jacy Alves.
Sintomas da alterações hormonais
As alterações hormonais costumam provocar sintomas variados, já que os hormônios regulam diferentes funções do organismo. Além da maior sensibilidade ao frio ou ao calor, também podem surgir:
- Cansaço excessivo;
- Alterações no sono;
- Ansiedade;
- Irritabilidade;
- Ganho ou perda de peso;
- Queda de cabelo;
- Alterações na pele.
A recomendação é buscar avaliação médica quando a sensibilidade exagerada é frequente e desproporcional ao ambiente, especialmente se estiver acompanhada de outros sintomas físicos ou emocionais.
“Mudanças constantes no peso, fadiga persistente, palpitações, alterações menstruais, insônia ou suor excessivo são sinais que merecem investigação”, reforça a endocrinologista.
Fonte: Metrópoles

