De acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira (9/6), estão disponíveis para resgate R$ 10,3 bilhões por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR), que permite consultar os valores esquecidos nos bancos. Eles são referentes a abril de 2026.
Segundo a autoridade monetária, R$ 7,9 bilhões estão disponíveis para 45,3 milhões de clientes, enquanto R$ 2,4 bilhões podem ser retirados por 5 milhões de empresas.
Como consultar o dinheiro esquecido
- Acesse o site do Sistema de Valores a Receber (SRV) no período de saque informado na primeira consulta. Caso tenha esquecido as datas, é possível voltar ao sistema na repescagem.
- Faça login na conta gov.br (nível prata ou ouro). Caso não tenha conta em alguns dos dois níveis, adiante o cadastro ou aumente o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no aplicativo Gov.br.
- Leia e aceite o termo de responsabilidade.
- Verifique o valor a receber, a instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do valor a receber.
- Escolha a opção, entre as indicadas pelo sistema: “Solicitar por aqui”, para devolução do valor via Pix, em até 12 dias úteis; ou “Solicitar via instituição”, voltado para usuários que não têm Pix.
Até abril, o BC informou que foram devolvidos R$ 15 bilhões em recursos que estavam esquecidos em bancos. Dos valores devolvidos, R$ 11 bilhões foram destinados a pessoas físicas e R$ 3,9 bilhões, para pessoas jurídicas.
Valores
A maior parte dos valores é de até R$ 10 (64,57%), e a menor parte, de valores acima de R$ 1 mil (2,1%).
Além disso, os bancos são os maiores detentores dos valores esquecidos, seguidos por consórcios, cooperativas e instituições de pagamentos.
Segundo o BC, desde 27 de maio é possível habilitar uma solicitação automática de resgate dos valores a receber.
A adesão ao novo serviço é facultativa, e todas as demais funcionalidades do sistema permanecem iguais.
Novo Desenrola
O programa Novo Desenrola Brasil, lançado no último dia 4 de maio, com o objetivo de reduzir o endividamento recorde da população, vai utilizar parte dos recursos financeiros não resgatados, o popular “dinheiro esquecido” nos bancos, para bancar a garantia do refinanciamento de dívidas.
Anteriormente, o Ministério da Fazenda havia informado que não havia prazo para os clientes retirarem os recursos das instituições financeiras. No entanto, com o lançamento do Novo Desenrola Brasil, o Desenrola 2.0, isto mudou.
O uso do “dinheiro esquecido” para garantir o desconto nas dívidas ocorre com a transferência de parte deste valor para o Fundo Garantidor de Operações (FGO).
O governo federal estabeleceu, por meio de portaria, que o saldo do “dinheiro esquecido”, informado pelas instituições financeiras ao Banco Central até 31 de dezembro de 2024, seria transferido ao FGO.
A portaria, no entanto, ressalvou que 10% do montante serão reservados para atender a eventuais demandas de devolução de valores.
O Ministério da Fazenda informou, no último dia 27, que as instituições financeiras já haviam transferido R$ 5,7 bilhões em recursos não resgatados por clientes ao Fundo Garantidor de Operações.
Fonte: Metrópoles

