A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o PL Mulher emitiram nota de esclarecimento, nesta segunda-feira (30/3), na qual negam ter tido acesso ao vídeo que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro gravou em evento, nos Estados Unidos, no fim de semana. Ele disse que enviaria o conteúdo ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
“Nenhum arquivo foi encaminhado pelo deputado Eduardo para Michelle Bolsonaro. Ainda que algo tivesse sido recebido, de forma alguma o material seria mostrado ao ex-Presidente Jair Bolsonaro, uma vez que ele está proibido, por força de determinação judicial, de ter acesso a aparelhos celulares”, diz trecho da nota.
Em prisão domiciliar, Bolsonaro está proibido de ter acesso a celulares, telefones ou qualquer outro meio de comunicação externa, e de utilizar redes sociais.
Diante do indicativo de possível violação das medidas cautelares, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que os advogados de Bolsonaro expliquem, em 24 horas, a gravação feita por Eduardo.
Em decisão divulgada na manhã desta segunda-feira (30/3), Moraes cita a veiculação de um vídeo no X em que Eduardo participa da Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), nos EUA. Assista:
Nas imagens, Eduardo aparece com um celular nas mãos e grava um vídeo, que ele diz ser para o pai. A fala ocorreu antes do discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que era uma das principais atrações do congresso.
“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, disse Eduardo.
Fonte: Metrópoles

