O naufrágio do Titanic até hoje fascina e desafia a curiosidade das pessoas. Sua construção representava a supremacia e domínio do homem sobre a natureza. A companhia White Star line caprichou na execução do projeto e colocou nas águas o mais luxuoso e moderno navio de passageiros, classificado como “inafundável”, porquanto considerado um dos trunfos da engenharia náutica. No entanto, no meio do mar tinha um iceberg que contrariou todas as expectativas e botou para o fundo o gigante da construção humana. O candidato Josiel Alcolumbre também construiu seu navio político com o mais refinado toque da engenharia das alianças, considerado “inafundável” pelo mais descrente dos analistas em razão das forças nela envolvidas. Contudo, no meio do pleito teve um apagão que derrubou teses e colocou uma pá de cal no ambicioso projeto político.
A história bíblica contida no livro de Samuel do duelo de Davi contra Golias representa um clássico para os profissionais da área motivacional. A narrativa bíblica conta que Golias de Gate, um gigante, afronta Israel e desafia qualquer israelita para um duelo pessoal. Seu tamanho não recomendava qualquer homem prudente a enfrentá-lo. Então Davi, um homem fisicamente mal aquinhoado, decidiu lavar a honra de seu povo enfrentando o gigante, vencendo-o com uma simples e corajosa estratégia. O candidato Antônio Furlan topou o desafio de enfrentar o gigante Josiel, ante a desconfiança de todos de que não lograria êxito. Aliou-se aos derrotados e fortalecido na crença de que a união faz a força saiu para o confronto. Ao final, saiu vitorioso alvejando o adversário com uma certeira pedrada das alianças bem construídas.
As análises pós-eleições sobre o naufrágio do Titanic de Josiel Alcolumbre, primor da engenharia política tucuju, dificilmente serão conclusivas. Muitas hipóteses são aplicáveis, mas nenhuma delas será considerada como causa eficiente da tragédia não calculada e improvável, afinal, havia um cenário propício para o sucesso do ousado projeto político. A vitória de Antônio Furlan, de igual modo, não se assenta em explicação fácil e terrena, eis que a desproporção de forças entre os contendores deixava o mais otimista dos analistas em situação desanimadora. Tal qual o triunfo bíblico de Davi, somente a experiência divina poderia explicar a vitória de Antônio Furlan, assim como o naufrágio do Titanic de Josiel, no entanto, diz o adágio “ninguém explica Deus”!
Vicente Cruz
Presidente do Conselho de Administração, advogado sênior e Estrategista Chefe do IDAM (Instituto de Direito e Advocacia da Amazônia)
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