Oi Lula, inexplicável, incrível mesmo esta forma com a qual você segue, não diria administrando, mas tentando fazê-lo num país como este. Posso te garantir que jamais fui um “bolsonarista”. Termo que vocês da política inventaram. Porém, quanto ao time nacionalista que sempre se jogou, não posso negar, procuramos o melhor para nossa nação. Mas, agora acho você esquisito e diferente d’outrora; já estou desconfiando mesmo que você esteja apavorado com o número de votos e com o potencial dos eleitores que lhe opõem. Você não está sentindo firmeza, sô…. Está enlouquecido na insistência em buscar apoios externos para estabilidade de sua governabilidade interna. Está tudo muito estranho; como lá vai, preferível que se tornasse secretário geral da ONU.
Vou lhe dizer algo que aprendi a duras penas e que apenas retransmito, duas coisas são extremamente desperdiçadas neste país, “a experiência e a prudência dos mais velhos”. Você e seus assessores se as tem, não as aplicam. Estão querendo confrontar a tudo e todos. Uma sociedade instável social e economicamente, produz efeitos nefastos em qualquer sentido que se a oriente, inclusive no da educação. E no caso, esse alinhamento do executivo com o judiciário traz uma insegurança estrutural próxima a morbidez institucional. Há uma quebra de confiança não nas pessoas, mas nas instituições, o que não pode nunca acontecer. Vou te lembrar que a própria “ditadura militar” que dizem ter derrotado, não o foi na porrada, mas sim em votos. Agora, entretanto, você acredita necessitar segurar sua cadeira na porrada e isso acho que acabará mal, ou pelo menos na construção de um malefício e atraso para um país que sozinho se transformava em algo edificante ao mundo.
Essa questão amazônica, que como já disse, todos gostam de falar, por ser uma das dez palavras de maior interesse ao mundo, aqui estão exagerando meu velho. Estão até nos vendendo barato. Olhe só o acontecido, nos chega aí o chanceler alemão que em vez de qualquer outra forma de apoio, apoio cultural ou cientifico talvez, já nos traz para seu prazer e de seus companheiros, dinheiro, grana, dólar, euro, como forma de agrado. Se eles pensam o Brasil Amazônia, nenhum traz sequer um míssil para tentar tomá-la, já sabem que é mais fácil, como judas trazer 30 moedas. Nos sentimos mal Lula, muito baratos para isso, haja visto que a própria classe que você tanto está odiando e perseguindo na Amazônia, sem nenhum saber sobre ela, produz por ano trinta ou quarenta vezes mais que essa dádiva germânica. Amazônia com seus bens, poderiam então vender umas dez ou vinte Alemanha’ s e ainda assim o dinheiro não daria para comprá-la.
Nessas questões amazônicas com sua gente, a primeira coisa que você deveria ter feito é ter colocado a serviço do seu governo gente com saber sobre ela, menos populista e mais conhecedora da responsabilidade pelo que assume. Esse povo seu Lula, não tem a menor preocupação de passar a cara por um livro, nem para saber com o que estão mexendo e desconhecendo completamente (ou não) que prejudicarão não só a economia, mas a vida de muita gente. Chegam todos parecendo professores de Deus, e não indo muito longe seria uma repetição ficar falando da curta visão de seus assessores quanto as questões ambientais. Defendem os paus de árvores e uma natureza que nem conhecem, mas falando tão somente delas sem bichos, e muito menos dos homens que habitam esse rincão brasileiro. Das toneladas e toneladas de cocô que são despejadas em nossas águas de serviço a milhões, que são nossos rios ao sul, envergonhados nada dizem. Ninguém quer falar de merda…
Mas, em especial Lula, quero citar esse Ministro da “Justiça” que você nos arrumou. Até bem por isso descubro agora através dele, porque o Maranhão sempre foi dos maiores exportadores de mão de obra e gente trabalhadora na união nacional. Sei sim, maranhenses fugidios de políticos assim. Não sei o que esse moço arranjou para conseguir ter sido eleito em um estado de gente tão produtiva como aquele. O que esse ocupante de infeliz cargo chamado de justiça falou ao negar auxílio para retirada dos garimpeiros, “o governo não poderia compactuar com criminosos”, é uma puta maldade sem nome. Mal sabe ele que mais de 60% dos habitantes do estado de Roraima são egressos do Maranhão e que lá dentro daquela área garimpando, o número de maranhense sobe a mais de 75%. Engraçado que a palavra, criminoso, até por lei só pode ser usada publicamente após o justo julgamento, até lá tudo nos obriga a colocar antes um suposto. E se ele os tem na conta de criminosos e se declarando sabedor disso, prevarica não solicitando de imediato a abertura de inquérito contra eles e inclusive pedindo prisão a todos. Embora você também tenha nos imputado maldosamente os crimes do 08 de janeiro.
Semana passada lhe disse que daria opinião aos motivos de tudo isso acontecer em nosso país, ainda vou dar, mas esse seu ministro sem nenhuma qualificação para o cargo, me fez aqui esclarecer algo dentro da história e da legalidade nacional. Procurem nos livros, não no Google, a história do Brasil com as narrativas de Roraima, que esse MJ mau aluno ou cdf escolar desconhece e haverão de encontrar que quando já colônia portuguesa, esteve por lá um dos piratões ingleses mais conhecido da história, Sir Walter Raleigh e lá está a narração de sua saga desembarcando na Guiana, cruzando Roraima e indo ao Parima, onde hoje está o grosso da garimpagem. E foi ele que deixou escrito a ocorrência espetacular daquela província mineral.
Como disse também, que seria uma área inóspita a vida humana e que se encontrava totalmente desabitada. Naqueles altos estão as nascentes dos rios que não tem peixes, o capim é ácido e amargoso não tendo animais herbívoros, não tendo o herbívoro, não tem o carnívoro que os saboreiam.
Na sequência de tais acontecimentos, chegam administradores, pouco afeitos ao trabalho, inteligentes a fazer política e aparecer bem no jornal e na vida pelo mundo a fora. Saiba, se só nos, não sairíamos nem no obituário, mas como vamos acompanhados da Amazônia e ainda recheada de ianomâmis, vamos para as primeiras páginas.
Não tem jeito, já enchi não só a página do jornal que me cabe, como ao saco de quem não me cabe, assim semana que vem mato a curiosidade, não sua, que por ela não se interessa, mas de todos aqueles que queiram entender a raiz do problema em que vivemos em relação a nossas ocupações e dos povos ditos por você como originários. Se você souber como foi tudo, ficará até bem envergonhado, mas, paciência… nosso país foi mesmo originado de uma fornicação desenfreada.
Jose Altino Machado
Macapá, 10 223
PS: Esse senhor Dino, como seus homônimos da pré-histórica, pode pôr a perder culturas essenciais ao comprimento das metas as quais você se propôs.