Beleza Lula, como foi seu carnaval? Agora, com a vitória dessa escola de samba no Rio, vindo de rebaixada ao encontro da glória, decidi no crepúsculo da idade, o que eu quero ser. Não vou dizer que juro, seria pecado, mas garanto que quero ser “bandido”. Você viu só como o Brasil funciona, nem um só Nobel, mas o culto a bandidagem fica na crista da onda. E um dos maiores facínoras e malfeitor que o Brasil já conheceu, não era político, mas, muito mau, foi homenageado sob aplausos, alegrias e festa. País bem estranho o nosso…
Nós, que trabalhamos feito cão, eu próprio mais de 24 mil horas de voos nos céus da Amazônia, de onde nunca acreditei sair vivo, sou hoje um sobrevivente do trabalho e das conquistas. Conheço literalmente todas as fronteiras do meu país. Por sinal, fui procurado pela revista de maior circulação nacional a conduzir seus homens a uma grande reportagem sobre elas. Fizemos o arco norte, ficou até bonita. Naquele tempo se eu não era o herói do matão, pelo menos era respeitado pela dignidade do meu trabalho, e naquela Amazônia me tornei um homem muito considerado, nem tanto por mim, mas pelos relacionamentos que construí com gente muito mais forte e trabalhadora que eu próprio. Eles me tornaram um gigante amazônico. E neles sempre me apoiei, procurando ser honesto, justo, jamais perdendo a razão. Este o meu maior capital, num enfrentamento a todas as adversidades e contrariando tantos ricos interesses externos sempre ambicionando aquilo que conquistávamos.
Já disse em outra, que fui um operário da constituinte para 88, junto a gente muito mais importante. O problema foi que nos alinhamos a um Ministério Publico, sério, mas que ao privilegiar bastante sua categoria, deu-lhes todo um foro especial com irresponsabilidades em ações que desconhecem completamente. E o pior Lula, que copiando ao Senado Federal reduziram em concurso a idade necessária. Assim, com a imprudência da juventude, não querem nem saber, vão metendo a caneta e que se acabe o mundo, esquecendo todos, que estão ali a bem de toda a sociedade nacional. Não usam de bom senso ou paciente prudência, sequer para entender que muitas vezes a necessidade e cultura própria do lugar se sobrepõe a sonhos e utopias, sejam lá ambientais, legais ou mesmo de outras ordens sociais. Permitem mesmo que em uma Amazônia as leis se tornem ilegais, deixando de dar garantias a direitos de cidadão e até aos humanitários. Procedem juridicamente pelo que sentem, não pelo que existe. Avalizam mesmo, desmerecendo a sociedade objeto, que uma grande maioria legisladora externa ao mundo amazônico, produza “leis” que renegam ser a tradição, cultura e costumes as melhores fontes para suas instituições.
Agora, entretanto, o comportamento geral é que nós, junto àquele território somos de propriedade nacional, e da União não fazemos parte. Estamos iguais a antiga Geni, todo mundo joga bosta.
Como bola da vez, nos envolvem também nessa questão do ouro. Entretanto, da Constituição de 88, a segunda lei que a regulamenta foi de nosso empenho, junto aos Senadores Pedro Simom- RS, Ronan Tito – MG, ficando estabelecido que seria um ativo financeiro e que deveria, como bancos, estar a controle do Banco Central, através de autorizadas DTVMs. E assim foi feito e até os impostos foram tornados baixos para que não sumisse. E teria que ser assim, sabe por que Lula, o Brasil é um dos poucos países do mundo, diferente também até de Estados Unidos, Inglaterra, África do Sul e muitos outros, que permite essa esbornia de ouro físico na mão do cidadão. Entesouramento é função do Estado e que com base nisso emite a moeda a ser usada.
Em todos eles a obrigada regulamentação do ouro são do primeiro comprador, e que através da DTVMs o recolhe para bancos, só negociado seu certificado no mercado internacional. Essa invenção de ouro mercadoria veio tempos depois da citada regulamentação, e numa pouca vergonha desgraçada. Curioso Presidente, o Brasil, um dos grandes produtores de ouro do mundo, com mestres seculares no tratamento do dito cujo, se permite autorizar exportar ouro para refino no exterior, a ponto de ladrãozinhos menores, descobrindo isso chegarem a roubá-lo em nossos aeroportos. (vide Guarulhos, 750kg).
A parte de fabricação/comercialização para joias é feita através de compras de metais bancarizados, as quais indústrias e artesoes devem prestar conta de seu consumo. Inclusive aí recaindo outro tipo de taxação. Isso é facílimo de resolver, é só afastar a safadeza. Quero lembrá-lo que o Uruguai, Paraguai e a seguir a Argentina, aprovaram leis internas que nenhum banco pergunte de onde veio o ouro, simplesmente o aceitem e o recolham, e permitam sua comercialização ao exterior. Os Hermanos parecem bobos, mas os sei bem mais espertos que nós cá.
Por outro lado, no tocante a sua produção, com tal nome de atividade profissional, sempre existimos desde Brasil colônia exatamente pela falta legal do direito de descoberta, inaugurado pela proprietária do pedaço a Coroa portuguesa e hoje mantido pela “coroa republicana” do Brasil. Aliás, até o nome garimpeiro provém das grimpas e das montanhas mineiras que os legalistas portugueses tratavam de “grimpeiros”, se referindo àqueles que sorrateiramente vinham a caça do metal durante e noite ou escondidos descaradamente, durante o dia mesmo.
Nos Lula, junto a Constituinte pelejamos a lei para isso e está na Carta Magna, não somos nós a nos auto legalizar, conforme o que está escrito lá, é obrigação do governo fazê-lo e se não o fizeram ou não o fazem é por contrariados interesses outros, que são mesmo mais poderosos que nós. Talvez por isso, é que até o seu ministro da justiça fica nos taxando de “criminosos”, como se delituosos fossem todos aqueles que pela mesma motivação, conquistaram e construíram este país que encontra dificuldades em se transformar em uma nação.
Mas, fico feliz e consolado, se partir como “bandido”, podendo acontecer filhos, netos, bisnetos e a multidão me ovacionarem na avenida como “herói” dos tempos dourados. Intentona comunista vai a ministério, luta armada, com assalto a bancos, deu presidência, e como você disse: no “Congresso 300 picaretas”. Seríamos todos criminosos, ou só questão de ótica? Eita Brasil… Hum
Jose Altino Machado
Macapa,26/02/23
P.s: Em RR cuidado com o procedimento violento e cawboyzado de seus rapazes transvestidos em autoridades armadas. Criam imaginosas reações e “ataques” para encobrirem más condutas ao sentirem tranquila a impunidade.
Extensivo a Janja: aconselhe ao marido, que ouro antes de ser vaidade feminina ou sagrar casamentos, é reconhecida moeda no planeta desde priscas eras…mais antiga que egípcios. Ajuda o homem aí…