De pouco significado para alguns, mas para mim valioso. Lá estava eu na Universidade de Salamanca no Foro Ibero-americano, representante brasileiro, e mais do que isso, falando pela Amazônia junto a dois excelentes companheiros, Antônio Feijão e José Armindo Pinto, dois putas geólogos, com diplomas carimbados na região.
Na exata hora que deveria proceder conferência de mês de preparo, até receoso com minha pouca cultura para estar em uma universidade de praticamente mil anos como aquela espanhola, acontece o inesperado.
“Pela ordem”, pede a palavra um cidadão italiano meio a quase um milhar de pessoas. O reitor a meu lado que presidia a mesa lhe concedeu.
Prontamente o italiano disse que representava uma poderosa ONG italiana e com endosso de outras duas também importantes, protestavam contra a nossa presença naquele sacrossanto lugar. Foi emendando nos taxando de destruidores ambientais amazônicos; sem dar me por surdo, me pareceu que disse também “matador de índio”.
Surpreso e atônito, nem comecei, o Reitor já atalhou respondendo: “Não acredito ser válida a intenção dos senhores, até porque Salamanca procura ser o mais possível democrática naquilo que se refere a ideias e diferentes óticas e visões do mundo. O abrigo que damos a palavra do nosso convidado é apenas para que ele nos exponha o assunto, nunca o apoiando antecipadamente, mas insisto, esta histórica universidade espanhola, cuida saber da dignidade pessoal de seus convidados sempre conduzindo a todos, em discussões civilizadas das razoes que trazem. Este senhor, está ocupando exatamente o lugar onde esteve Cristóvão Colombo, que daqui saiu vaiado e enxovalhado. Auditório repleto, mas ninguém se lembra de quem aqui estava, mas dele sim, entrou para a história”. Completou afirmando “evidentemente aqueles que não se sentirem bem, podem educadamente pedir licença e se retirarem do recinto enquanto eles falam”.
Depois te conto como foi o final…mas o que já contei advém de você não usar tais critérios do famoso educandário em suas escolhas para cargo gerenciais. De sacanagem lhe digo que os ongueiros não se retiraram e ainda, putos, ouviram aplausos espetaculares às nossas dissertações.
Com atenção a palavra dignidade, entendi por que, mais que uma virtude pessoal, ela seria o capital a ser empregado em toda minha vida ao atuar em defesa dos ocupantes da Amazônia, na proteção de nosso trabalho, e em comportamento de ser um bom brasileiro. Percebi também que grandes fortunas com grandes poderes ficariam fragilizados perto de razões e verdades ditas com decência. Então entenda Lula, por isso as tenho como melhor ferramenta para um bom combate.
E considerado por esta mesma dignidade, compareci como convidado ao Supremo Tribunal Federal para falar nas audiências do caso Clima Tempo e recursos do “Fundão” Amazônico. O ministro que a presidiu foi extremamente gentil e maravilhosamente bom ouvinte. Assim, pude então deixar bem claro que nossa nação caricia de melhores conhecimentos e estudos sobre o próprio país, sobre sua gente e principalmente sobre suas atividades, desenvolvidas com as culturas que nosso povo tem. E disse mais, por tantos exemplos vividos, nós temos administrado nosso país pelas emoções e principalmente pela impunidade das mentiras que afetam a vida social. Transmiti também àquela casa, que nunca poderíamos continuar a produzir leis, decretos e ações de governos, ao sabor de facções, tendências políticas, sejam religiosas ou mesmo, não governamentais, sem nenhum saber sobre aqueles que tentamos conduzir.
Mas, me parece Lula que no seu governo as coisas lá vão se tornando mais difíceis, comprometendo verdades com tantas falsas informações veiculadas.
Juro para você que eu gostaria de ser educado, poderia dizer que estão faltando com a veridicidade, mas num dá, a mentira está granjeando visando finalidades financeiras que aumentam na mesma proporção que moedas caem no cofre. Bons exemplos disso, nós temos em todos os universos, veja só:
– Uma grande ONG internacional de renome até aqui no Brasil, anunciava na maior rede de televisão pedindo contribuições, para combater a grande derrubada de árvores em nosso país, e ela afirmava categoricamente, na Amazônia cortam mil árvores por minuto. Lula, puta merda. Perdi o dia calculando e recalculando o que significava um corte de milhares assim e tristemente cheguei a conclusão que num simples ano, não sobraria nem a mangueira do fundo de minha casa. Ah mentirosa…o Brasil seria então um deserto.
Alguém, autoridade ou não, se preocupou com a legitimidade do credenciamento como representante de povos indígenas naquele foro escocês? Morreu muita arara para fazer o cocar
Outros de Roraima, se dizendo representantes indígenas, vão a Genebra e em um lugar como aquele, também casa da ONU, afirmam que dragas da atividade aurífera em Roraima haviam sugado dois meninos. Depois em regresso como essa mentira não conseguiu vingar, porque os meninos não poderiam estar naquela profundidade e não passariam nos canos das dragas, encontraram um parceiro indígena na associação para afirmar que garimpeiros haviam estuprados três garotas índias. Vai lá a Polícia Federal outra vez e não era bem verdade, mentira grossa.
Para não dizer apenas de gente que não deveria ter compromisso com a verdade, dou-lhe exemplo Lula, de quem deveria tê-lo. Começando pela sua Ministra de meio-ambiente que mostrando o braço em uma capital africana afirmou estar contaminada por mercúrio de garimpo. Não posso dizer que ela é mentirosa, pois ela é Ministra e preciso dar o tratamento compatível, ou então o diploma do médico dela precisa ser analisado. Mas depois, pude verificar que ela gosta de fazer isso, deve dar muito dinheiro para pagamento de seus sonhos, ela afirma em um amplo Foro internacional que no Brasil cem milhões de pessoas passam fome. Puxa vida, essa dobrou o seu número hein Lula?
Do lado da ciência, o cidadão que se diz cientista utilizando- se de consagrado nome de entidade de pesquisa, diz haver encontrado mais de duzentas e tantas crianças indígenas contaminadas por mercúrio. Este não Lula, além de mentiroso, irresponsável, teria obrigação em dizer a verdade, confessando nunca ter procurado proceder a exames de qual fonte mercurial adviria tal mal. Plagiando a Ministra… pede aplauso ao pânico social criado. Tenho para mim, que a ideia de todos é justificar a corrida da sacolinha como o histórico Tim Tones.
Mais ainda Lula, as notícias de ataques garimpeiros a autoridades e índios. Ao que se sabe dos índios era índio contra índio, e questão de mulher, quanto aos supostos atacados com poder de polícia que estavam na área, quando deveriam estar em rodovias, é interessante que normalmente garimpeiro acerta jacu voando, e nesses ataques não aparece atacado ferido, só morrem garimpeiros, rodoviários recebendo balas, nem de chupar.
Mas, uma coisa posso lhe garantir, quando não se vê Polícia Federal envolvida em tais assuntos, pode ter certeza de que tem muita mutreta por trás, com as quais ela nunca compactua. Tudo isso precisa apurar, morrendo gente é obrigatório e mandatório legal se abrir inquéritos.
E quanto aos recursos que vocês alardeiam amealhar, digo, governo que afaga Congresso com bilhões para emendas não precisa de tais corrompidas esmolas estrangeiras. E quanto a isso, evitando cair em vala comum, esclareça a Nação, seu compromisso em troca e finalidades dessas “bondades internas e externas”.
Na Amazônia é gente que trabalha e não MENTE nunca, diferentes, eles valem pelo que são e não pelo que tem.
José Altino Machado
Macapá, 07 de maio de 2023.
P.S: Neste País, calada, só urna eleitoral aceita mentiras…