Acompanho com atenção a seus périplos em viagens internacionais, mas essa da coroação, do rei de tradição, sem poder, não a diria hilária porque a mim e a muitos brasileiros, causou tristeza.
Como se explica Lula que presidente de país, com valor e potencial vez maior que ‘‘reinado’’ britânico, escute ser mandado a tomar conta de sua própria casa? Isso se referindo a Amazônia, cujo nome designa apenas uma região na nação brasileira, que sozinha não só é maior, mas também mais rica que o país do coroado. Só mesmo se permitindo expor a “interesses externos”, mazelas, tensões e radicalizações em políticas internas, se concedem liberdades, a tais absurdas ingerências.
Foi humilhante nacionalmente, que na primeira oportunidade em entrevista, você contasse isso a todos e quando perguntado por sua resposta, você mais uma vez disse que pediu dinheiro, alegando necessidade de recursos. Tal postura poderia ser até do Lula metalúrgico, poderia, mas até metalúrgico ainda hoje tem orgulho, e mais, isso vindo de um presidente de república, jamais poderia ter acontecido.
Mas, vamos a seu admirado “Rei”, que sem reinar, é representante de nação estrangeira a nós. País este, que embora pequeno se agigantou por conquistas, ocupações, algumas ate indevidas de outros países, se é que possa existir ocupação devida. Navegavam sempre levados por sopros de interesses econômicos.
Errado, Lula? Depende da ótica, porque se consideramos que lá não é mais que uma grande ilha de pouquíssimos recursos naturais ou quase nenhum, pode-se até tentar justificar os por quês daquelas ambições desmedidas. Sendo essa a política daquela nação onde adoravam enaltecer, “o reino onde nunca o sol se põe”.
E com toda essa expansão, com excelente frota marítima mercante e bélica, aplausos para o almirante Nelson, conseguiram há séculos se tornarem senhores absolutos das riquezas naturais mundiais, indispensáveis ao desenvolvimento de todos. Mesmo perdendo os Estados Unidos da América, conseguiram manter Reino Unido, com Austrália, Canadá e África do Sul, onde até colocaram o Mandela. Saindo de bonzinhos, entregaram políticas e obrigações, mas ficaram com as minas produtoras.
E esta Lula, é a grande questão da Amazônia, que apesar de parcialmente desconhecida tem tido incrível poder em competir com qualquer um, no domínio de tais mercados. E não apenas em recursos primários, considere aí também a cultura do campo, agro-pecuária. E de bônus, acrescento também o que natureza e Deus nos deram, equilíbrio climático. Preste atenção, praticamente nos mesmos paralelos do globo de 8 bilhões de habitantes, só se tem desertos e zonas áridas cada vez maiores que o próprio Brasil.
E está aí a dificuldade de todos perante nós, apenas questão de sobreviverem economicamente frente a nossa total independência e capacidade emergente.
Você estava pedindo recursos a um “rei”que não tem poder de Estado para dá-los, e de um país com economia estourada, como muitos outros envolvidos nessas disputas europeias. Nem o petróleo do mar do Norte mais está aguentando manter aquela ilha de domínio real.
Assim, dele, intromissão absurda e sua, se permitir entrar com mendicância imprópria à festa.
Tais reis fizeram acontecer na África do Sul, a promoção da defesa política dos “coitados” dos africanos, mas não sem encamparem todas as grandes minas que eles detinham. Na Austrália, deram mãos e seguraram anéis, são deles a maioria dos recursos naturais. No Canada, o mesmo, quase tudo subsidiário à eles.
E quanto a isso Lula, volto a repetir, procure junto a ANM (AgênciaNacional de Mineração) por todos os interesses canadenses, na Amazonia e em todo pais. Alguns, com fantasias nacionalizadas, mas ingleses no subjetivo. Vai se assustar muito Presidente e não vai mais nada PEDIR, SIM COBRAR!
A mesma coisa em outros países, mas tudo apenas uma questão de defesa de próprias nações. Veja a Franca, fale com os empresários brasileiros de derivados do campo e outros para venderem a ela qualquer coisa. Como você queria fazer com o Senador, “nem fud.ndo”, não deixam mesmo. Mas, quando se trata de ouro, olha o exemplo ocorrido na própria porção francesa que é a Guiana, estado francês, não colônia. O presidente deles quis expulsar de lá os extrativistas minerais brasileiros deste bem, que aqui seu ministro da Justiça apelidou “criminosos”, no entanto, a população de lá e economia do lugar, disse apenas, não… e a turma esta lá ate hoje, dando bom suporte a sustento do lugar.
A própria Rússia, para garantir sua sobrevivência tumultuada por essa tragédia bélica que ela foi arranjar com a Ucrânia, fecha torneira do gás e do petróleo e simplesmente como a China, armazena ouro e chama todo mundo para a porrada. É de se perguntar, ambição, visão, inteligência ou ainda, quem vai encarar?
Falando em China, ela propôs e assinou com a Arábia Saudita, paradoxalmente fiel aliada norte-americana, contrato de compra de óleo com pagamento em sua própria moeda e com compromisso de, se desejado o escambo da moeda em ouro.
Jamais, após a sensação do mercado internacional, em existir mais de 16% de dólares falsificados no mundo, e com as oscilações da economia americana, o ouro alcançou os patamares de preço do que hoje apresenta. E todos os Bancos Centrais no mundo estão ativamente comprando e estocando este metal, que a milhares de anos e bota milhar nisso, vem garantindo como moeda global a economia planetária. Aqui, gerenciados por loucuras e utopias administrativas sem nenhuma cultura, não se educam praticas à sua extração, vai se a rei pedir dinheiro para perseguir quem produz riquezas e simplesmente fecham-se as minas.
Em subserviência a antigos dominadores, não só você, talvez todos nós submetidos, vamos navegando e nos sujeitando a esse jogo externo que segura nosso “atrasado”, ao seu tempo, mas hoje se tornando leão que ruge, o nosso Brasil.
Em termos de políticas internacionais, mesmo internas, nivelamos por baixo. Por isso, os envelhecidos monarquistas ingleses, já sem dentes, usam ONGs.
Um abraço Lula, você tem mesmo chutado muito para fora. Estamos envergonhados… nos sentindo apequenados…
Jose Altino Machado
Macapá, 23 de maio de 2023.