Aconteceu na semana o Dia Mundial do Meio Ambiente, embora nem saiba para que essa frescura, pois se todo dia vivemos com e nele. Imagino então, que seja apenas para dar palanque a quem não tem coisa ou trabalho melhor para fazer. Mesmo assim, quedei-me a assistir ao que vocês de governo chamam de solenidade.
Ouvi atentamente sua fala e por que não a oratória de sua ministra de meio ambiente. Rapaz, esta senhora não nos esquece mesmo. Você bem poderia lembrar a ela, a água preta do rio Tiete, rodeada de milhões de pessoas naquele São Paulo, dos empresários industriais daquele “paraíso” financeiro, que nele jogam rejeitos de suas indústrias e comercio. Ah sim, quem sabe lembrar também dos montes e montes de côcô, aliás bosta mesmo, que são lançadas nestes riozinhos do sul todos os dias. Assim talvez, talvez, se a vaidade permitir, ela se lembrará de consultar a quem conhece e entende antes da imposição suas exigências.
Verdade é que, toda a riqueza exposta e outras ainda desconhecidas, que toda essa turma que secunda a Ministra ambiciona sem nenhum respeito aos verdadeiros donos e ocupantes, não tem em conta, que a Amazonia é um fenômeno notável em renovação e recuperação. Por cá, além da natureza, em se trazendo a alma, até os valores humanos se renovam honestamente.
Mas Lula, pela retórica da Senhora, fiquei certo de que quem andou escrevendo seus discursos foi ela memo. À falta de melhores argumentos adota como sua, talvez doada pelo STF, a palavra ILEGAL. E com ela a frente sempre busca convencer a sociedade nacional do acerto da malvadeza e até mesmo da covardia de seu séquito servidor.
Pois bem, tal como dizia o Pregador, em verdade vos digo: ILEGAL na Amazonia são as leis, há tempo urdidas nos escaninhos palacianos para acautelamento de interesses não muito religiosos. Sim, garimpeiros seriam ilegais em tempos de Coroa Portuguesa, haja visto até que foram os primeiros nacionalistas a contestarem a obrigatória posse das minas da colônia, ao Senhor El Rei. E foram eles também em tempos de escravidão, únicos no mundo, a quem os escravos combatiam a seus lados e esforços. E foi até assim que em conjunto deram porrada em paulistas, e os expulsaram das Minas e das Gerais. Eram eles, paulistas antepassados de futuros eleitores de representantes não muito responsáveis à Nação,
A ilegalidade na Amazonia advinda das leis arranjadas, protege sim, ao político pouco capaz, sem planejamento e até mesmo a gestores corruptos. Percebe se logo, que estes nacionais descobridores de riquezas deste solo nem sempre gentil, na verdade foram propositadamente “ilegalizados”. Infame sacanagem…
Em tempos bem recentes, chegando a septuagenários, possuíam carteiras e autorizações dos órgãos administradores e gerenciadores para execução de seus trabalhos a partir das descobertas. Atingido 1988 foram constitucionalmente reconhecidos, sendo a única profissão no país, além dos óbvios advogados a constarem nesta lei maior, o que parece desconhecer não só sua Ministra, como também você. Bastante simples sua leitura, dispensa até consulta ao Supremo, por deixar bem claro a obrigação do Estado em ordena lhes e reconhecer lhes DIREITOS. Não cabe a eles se auto legalizarem, mas sim a governos que tem sido omisso ou comprometidos que estão com interesses outros, outros. Entendeu?
Em 1983, embora todos portando carteiras garimpeiras expedidas pelo Min da Fazenda, ainda assim foi criada a grande reserva garimpeira do Tapajós, sendo feita na ocasião, por bem intencionado governo, uma rodovia federal batizada trans garimpeira, com visão e proposito a assentamento rural. Em sua chegada a primeira gestão, já no 2003, um pouco até cooperada pelo garimpo, aconteceram maus ventos soprados em seus ouvidos e você acabou decretando um puta parque nacional sobre ela, e a quase, aproximadamente 200.000 trabalhadores que la estavam e sem direito a aviso prévio.
Simplesmente “criminalizou” a todos. E daí a frente foi uma esbórnia desrespeitosa. Procriaram se parques e flonas só onde existiam atividades e gentes. Fica válida mesmo a pergunta: quem está errado e ferindo direitos?
Existem na Amazonia milhões e milhões de hectares possíveis a serem preservados cujas grandes riquezas são as vidas naturais da natureza do Criador, mas jamais pairam sobre elas olhares de preservação ou conservação. Sempre quiseram mesmo que todos desocupassem as ricas paragens, que não nós, sim Deus que ali dotou.
Interessante, que por lá todos sabem o que dentro delas existe, de ricos minérios, a vegetais e animais, só mesmo quem as projetou e os constituíram não o sabem. Interessante que na criação foi dado por lei aos órgãos responsáveis, 5 anos de prazo para seus manejos e implantação definitiva dos mesmos. O parque completa 20 e as flonas já lá se vão a 7 a 9 e 10 anos sem seus enquadramentos legais vista a regularizações, o que praticamente invalida a todos. E as atividades neles contidas de homens e mulheres que neles trabalham a dezenas de anos é que são ilegais e dito até criminosos.
Por isso Lula, sua gente carrega a tira colo e pelo bolso, televisões e jornais, para através da opinião pública obscurecer infâmia e crimes a quem nada deve a esta Nação, pelo contrário, eles a fizeram.
Mas, hoje compreendemos bem sua preocupação de primeiros dias deste seu novo mandato, DESARMAR urgentemente aqueles povos para que pudesse acontecer este proceder covarde e insensata de órgãos proeminentemente gestores civis sobre eles. Ah sim, não se deve armar nunca a autoridades as usando como órgão repressor, sem preparo ou instrução para portá-las. Bem por isso, para seu uso e ostentação sempre foram necessários cursos e até academias.
No mais caro Lula, é bem antigo o escrito: o subsolo é da União, mas vocês, como ambiciosos até estrangeiros, parecem desconhecer que a dita União é a Sociedade Nacional. Isto é NÓS, vocês apenas administradores do conjunto nacional, respeitando direitos educação possível, e cultura seculares.
Sem entendimento das verdadeiras intenções do “ambiente” que o cerca, esperamos mesmo que seja apenas vento mal e passageiro a tanger ignorâncias; ressalvadas as possíveis espertezas, porém buscando ser justo, se inocência existir, cabe a frase de Rui: “Tanto burro mandando em gente inteligente que se há de pensar que a burrice é uma ciência”.
Macapá, 11 de junho 2023
José Altino Machado
Ps: apenas um lembrete, inverno chega rigoroso e araras depenadas por ONGs a enfeitar “lideranças indígenas”, peladas, vão morrer de frio…