Semana essa passada outro feriado. Folguedos estes, agora acusados por ele como feridas à economia nacional, com o que concordo.
Seria então dia de festejarmos a Proclamação da República, embora ninguém tenha embarcado nessa e pelo calorão ignorante acontecendo foi todo mundo para praias, piscinas ou dormir em ares de montanhas promovidos por ares-condicionados, vez que nas montanhas também se instalaram quenturas infernais. Entregue ao ócio, refletindo, costume da idade, curioso fiquei por cá imaginando que diabos afinal cutucou gentes que acorreram instalar um regime republicano secularmente desconhecido por nós. Notável, que sequer era desejado pela sociedade de então, que em verdade, nem sabia o que seria ou como seria tal sistema.
Ao que verdadeiramente se sabe, é que D. Pedro II, longevo no poder, exercia uma administração útil e primorosa por todo o território nacional. Até a corrupção era pouquinha, pouquinha, e muito menos descontentamento ou rejeição a ele ou a seu governo havia. Sabiamente, diferente do Lula ele governava a todos e para todos, sem se deixar levar por encantos populistas, classistas, favorecimentos oportunistas, ou tendencias sociais divisionárias. Também ao que se sabe, nem os poderosos Barões do café paulistas, exerciam influência nefasta sobre ele; haja vista a abolição da escravatura, que fudeu com eles, (termo do Lula).
Também ao que se sabe, foi preciso o Floriano acordar o sonolento Hermes para que montasse em um cavalo, tirasse o boné e declarasse o plagio sul-americano malfeito da república francesa. E o Fló, já tinha até arrumado um barco chamado a época de navio, para botar o Imperador, antes que o povão em desacordo o colocasse de volta na cadeira. Também dizem que o rôlo todo foi urdido pelos paulistanos escravagistas contrariados, embora o aparecido culpado estivesse fardado.
E aí deu o que deu e tem dado até hoje.
Naquele imperial período, politicamente equilibrado garantido por um sistema legal, alicerçado em uma Constituição, de maior duração em nossa história, se sabia que direito é direito não importando a quem o desejasse respeitado. Existia uma corte de conselheiros, aristocratas e nobres em redor ao poder central. Cheia de puxas sacos também, é verdade, mas para pior, hoje em Brasília temos desde tempos ainda de sede no Rio uma corte política e sem nenhuma nobreza. Apenas parece igual, mas inútil aos interesses da Nação… se no Império se contrariavam tendências e alguns, agora se escracha ao geral.
Esse Lula de hoje, “desilustrado imperador”, diferente do Pedroca, teima mesmo prosseguir administrando exclusivamente para a metade que o elegeu. Aliás, ironia, menos da metade, somos mais de duzentos milhões, com 156 milhões de eleitores, assim… só a aritmética levar em conta as duvidosas vontades dos ausentes justificáveis, outros descrentes nos candidatos e mesmos os displicentes irresponsáveis para com a Nação, para entender a merda que tem dado. O olhar administrador que devia estar pleno de responsabilidades com conhecimentos e respeitoso até à liturgia do cargo ocupado está caolho, cego total a anseios e pecador sem buscar pessoas com qualidades para o serviço de bem comum.
O danado do Lula, queiram ou não, nosso presidente, só vai por discurso, e é cada besteira que só mesmo a senhora que o tem domado para aguentar. Ele sequer se resguarda das impropriedades ditas, como também não se acultura sobre o que haverá de dizer. Tal qual sua ministra do meio ambiente, trata realidades nacionais com displicência arrasadora, não só a economia nacional como a todos e a muitas tradicionais atividades.
Não só em nosso Brasil, como em todo o mundo, não existirão nunca humanos ou civilizações sem oportunidades ou chances de sobrevivência. Não há como existirmos se não produzirmos para poder vivermos. Nós somos o consumo, mas para isso, também devemos o exercício da produção.
E quanto a isso, irresponsavelmente somos todos culpados em nossas políticas dirigidas aos povos originários que bem conhecem nossa ciência e consumo, mas os impedimos aos saberes da produtividade de o exercerem. Tem que continuarem a caçarem nas florestas e campos, animais como aves para penas em cocares e veados corredores que dão canseiras. Paradoxalmente, essa atividade caçadora a tais bichos é proibida por lei em nosso país.
A Amazonia está envolvida em uma irresponsável utopia, de tendencia maldosa, acobertada por sonhos que levam a uma bagunça generalizada e não só quanto a eles, índios. Implantou se grande esbornia, onde o conceito de impunidades legais tem navegado mais que pirogas, canoas, barcos nos rios e aviões nos céus.
Grandes meios de comunicações, comprometidos, pouco ou nunca divulgam com clareza acontecimentos naquele soberbo espaço do território nacional. Desempregam por interesses outros, extrativistas do setor mineral em flagrantes desrespeitos a seus seculares e constitucionais direitos e como eles, também hoje aos colonos que ao toque de clarins ao esforço de guerra, para lá foram e por lá ficaram. Outros, também levianamente expelidos, os ditos madeireiros, que nunca desmatam e sim garimpam na diversidade florestal amazônica, acabando por contribuir com a entrada da luz solar para advir novas brotações. Por fim, a brutal ignorância de um Estado para lá de desorganizado, alegando “desintruzar” (nem conhecia este termo) de área supostamente indígena, mas sem índios, colonos ocupantes desde finais da década dos 80’s e instalados com certificação de órgãos então federais em 1994.
Que a sociedade brasileira bem saiba, o Brasil na Amazonia, sem sua gente no interior, não existe, estando tomado e submetido apenas às ambições e desejos econômicos externos.
Entretanto, melhor seria que toda essa notável ignorância administrativa soubesse e entendesse que naquela região pouco se lida com herdeiros, mas com os conquistadores e desbravadores até nesses dias de modernas políticas populistas sem cultura alguma para boa administração. Quem sou eu, como Cristo, a poder dizer:” Pai perdoai, eles não sabem o que fazem”.
José Altino Machado
BH/Macapá 19/11/2023
P.s: Se cartas não lidas caem em vazio, talvez conselhos, possam chegar ao Presidente: – que com humildade, escute, estude, aprenda e conheça antes de falar ou fazer, principalmente aos verdadeiramente humildes, exigindo o mesmo de seus mais diretos “cuidadores” …