À nós poetas, por sermos sensíveis
e cada um, um cavaleiro andante,
coube a presteza do voo rasante
e a distração das vítimas possíveis!
Um coração de dimensões incríveis
mas, nem por isso um coração gigante
e nem menor também, mas semelhante,
a esses corações indefiníveis!
À nós poetas, seres invisíveis,
coube a visão e a tarefa errante
de ver nas bocas que temos diante,
risos ainda que imperceptíveis!
Sorriso teu na tua luz mais plena!
Que se era meu, tu não me deu Ximena…