A tradicional retirada dos mastros levou dezenas de famílias à comunidade quilombola do Curiaú, na zona rural de Macapá, para participar de um dos momentos mais tradicionais do Ciclo do Marabaixo, neste sábado, 13. O ritual homenageia o Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade, sendo um dos momentos mais importantes da programação.
Na cadência das caixas de percussão, no balançar das bandeiras e ao som dos “ladrões”, os mastros foram derrubados nas matas do Curiaú pelos integrantes dos grupos Berço do Marabaixo, Raimundo Ladislau, Marabaixo do Pavão, Associação Zeca e Bibi Costa (Azebic), União Folclórica da Campina Grande e Santíssima Trindade de Casa Grande.
A diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos, ressaltou que o ato também reforça a conscientização ambiental, pois, a cada árvore retirada, uma muda da mesma espécie foi plantada no lugar.
“Preservar a natureza, a mata, é algo sagrado. Então, dentro desse ritual, os grupos retiram os mastros, derrubam a árvore e replantam. Além disso, também há o cuidado de revezar os locais de retirada dos mastros, em um ano se tira em um lugar, depois tira em outro, para que haja o reflorestamento da mata”, frisou Oliveira.
Para a marabaixeira Danniela Ramos, de 42 anos, membro da Associação Raimundo Ladislau, participar da retirada dos mastros é honrar a tradição e possibilitar o envolvimento das novas gerações. Ela levou os netos, sobrinhos e a afilhada, todos com idade entre 6 e 8 anos, para participar do ritual.
“Pra gente, é uma honra muito grande estar aqui participando desse ritual, que já foi vivido pelo mestre Julião Ramos, pelo mestre Pavão e tantos outros, que hoje são nossos ancestrais. As crianças compartilham desse momento e isso é importante porque elas são a garantia da perpetuação do marabaixo”, destacou Danniela Ramos.
O evento segue até o dia 11 de junho, no chamado “Domingo do Senhor”.
Com informações Ascom/Gea

