O nosso planetinha “mal chamado” de planeta terra deveria ser o planeta água, afinal, 2/3 de sua superfície é de água e o restante é compartilhado pelos seres humanos com desertos, cadeias de montanha, vulcões, florestas e os demais animais da criação. Já publiquei inúmeras informações científicas que se contrapõem às propaladas verdades difundidas pelo IPCC para que todos possam raciocinar livremente. É preciso deixar bem clara a enorme distância entre o senso comum e o bom senso.
Vamos revisitar algumas informações científicas já publicadas por mim, “Metade da população mundial ocupa só 1% da Terra”. Os dados da NASA são de 2000, mas a situação não mudou muito e a tendência continua sendo de concentração de pessoas, ou seja, de urbanização. Estima-se que 66% da população mundial vai morar em espaços urbanos até 2050. Uma pequena parcela da “raça humana” produz o necessário para a existência e manutenção da vida – os alimentos e demais produtos que se converterão em alimentos e são justamente estes, os produtores rurais, acusados de provocar as mudanças climáticas e o aquecimento global quando, sabidamente, os que mais produzem os tais “gazes de efeito estufa” são os centros urbanos.
Comete um gigantesco e grosseiro engano quem acredita que todo esse movimento “ambientalista” sob o pretexto de salvar o planeta surgiu no IPCC. O Instituto da ONU apenas segue a agenda do Clube de Roma fundado em 1968 pelo industrial italiano Aurelio Peccei e pelo cientista escocês Alexander King que notabilizou-se a partir de 1972, ano da publicação do relatório intitulado “Os Limites do Crescimento”, elaborado por uma equipe do MIT, contratada pelo Clube de Roma e chefiada por Dana Meadows. O relatório, que ficaria conhecido como Relatório do Clube de Roma ou Relatório Meadows, tratava de problemas cruciais para o futuro desenvolvimento da humanidade tais como energia, poluição, saneamento, saúde, ambiente, tecnologia e crescimento populacional, foi publicado e vendeu mais de 30 milhões de cópias em 30 idiomas tornando-se o livro sobre ambiente mais vendido da história. Utilizando modelos matemáticos, o MIT chegou à conclusão de que o Planeta Terra não suportaria o crescimento populacional devido à pressão gerada sobre os recursos naturais e energéticos e ao aumento da poluição, mesmo tendo em conta o avanço tecnológico. Estava criada a famosa agenda do Clube de Roma, a Bíblia dos ambientalistas.
Segundo o site do Clube de Roma, seus membros são personalidades oriundas de diferentes comunidades: científica, acadêmica, política, empresarial, financeira, religiosa, cultural. Seu presidente honorário é o diplomata espanhol Ricardo Díez-Hochleitner. Em outubro de 2010, o Clube tinha dois presidentes, o Dr. Ashok Khosla, da Índia, e o Dr. Eberhard von Koerber, da Alemanha, e dois vice-presidentes, o Professor Heitor Gurgulino de Souza, do Brasil, e o Dr. Anders Wijkman, da Suécia. O trabalho do Clube é apoiado por um pequeno secretariado, instalado em Winterthur, no cantão de Zurique, Suíça, chefiado por Ian Johnson, do Reino Unido. O clube conta com membros efetivos, honorários e associados, oriundos de diferentes países. Os membros honorários são personalidades notáveis, tais como Jacques Delors, da França, Belisario Betancur, da Colômbia, César Gaviria, da Colômbia, Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, Mikhail Gorbachev, da Rússia, Vaclav Havel, da República Tcheca, Enrique Iglesias, do Uruguai, Helio Jaguaribe, do Brasil, o rei João Carlos I, da Espanha, a rainha Beatriz, dos Países Baixos, Cândido Mendes de Almeida, do Brasil, e muitos outros. Sempre é bom resgatar o passado Maurice Guernier, Secretário do Clube de Roma, em entrevista realizada em 27 de maio de 1980, declarou – “A nossa chave para o poder é o movimento ecológico”.
O Clube de Roma sempre encontrou oponentes nas suas teses de extinção da humanidade, em 06/01/2021 Alfredo Marcolin Perringer publicou um artigo com argumentos que creio definitivos contra a “malfadada agenda” que considera o homem um câncer, do qual transcrevo alguns trechos.
“Aliás, resultado tolo, se for considerado nessas previsões o crescimento tecnológico e o know-how, responsável pela grande diferença de produção de um homem arando a terra com uma junta de boi e de outro com um trator; ou, mais modernamente, o de alguém pescando com um caniço-anzol e de outro com um barco equipado com radares de pesca submarinos. Reconhecendo a falha, mas não os vaticínios, o Clube voltou ao ataque, alegando, agora, a extinção do ferro, do petróleo e das demais fontes de matérias-primas com o uso exagerado da tecnologia. Desconheciam, porém, as leis econômicas de Joseph Schumpeter, chamada de “Destruição Criadora”, que mostram que há uma renovação eterna dos bens usados como fonte de produção. Não levam em conta, ademais, os fatores praxeológicos da ação, pregados por Ludwig von Mises no seu livro “Ação Humana”. Nesse manual, Mises ensina que o homem, agindo propositadamente, busca sempre sair de uma situação menos satisfatória, para outra mais satisfatória e que, mais importante, há um aprendizado nesse processo ou nesse caminho, fato que dá margem para ele sair, inclusive, de situações inesperadas. Nesse caso, o “ponto de transição” pode nunca chegar, como pensavam os membros dessa Entidade. Ao contrário, além de o Homem não ser um tumor maligno para o seu habitat, ele é justamente o oposto: é um bálsamo social.”
Creio que, mais uma vez, trouxe argumentos científicos para contribuir com o raciocínio de todos em relação ao que acreditar, porém, sempre há um porém, quanto à coação internacional o “mundo ocidental”, mais cedo ou mais tarde, vai perceber que não tem condições de produzir alimentos para seus próprios cidadãos e que existe um outro mundo que compra os produtos do nosso Agro sem levar a sério a agenda do Clube de Roma.
No futuro, não muito distante, quando o mundo ocidental quiser voltar a comprar do nosso Agro vai verificar que toda a nossa produção já estará comprometida com países fora de seu “mundinho”.