O leitor entenderá o que estou querendo dizer se tiver acesso ao noticiário internacional. Leiam o que está sendo publicado como declarações dos “senhores do mundo” que representam o poder econômico. Desta feita consegui ser educado e não os chamei de “feitores”.
Banco francês deixará de financiar empresas ligadas a desmatamento na Amazônia – O banco BNP Paribas, o maior da França, prometeu nesta segunda-feira (15/02) parar de financiar empresas que produzem ou compram carne bovina ou soja cultivadas em terras desmatadas ou convertidas depois de 2008 na Amazônia. A instituição afirmou ainda que também “incentivará seus clientes a não produzirem ou comprarem carne bovina ou soja em terras desflorestadas ou convertidas […] posteriormente a 1º de janeiro de 2020” no Cerrado, de acordo com os padrões globais. Segundo o BNP Paribas, a ausência de um mapeamento exaustivo das terras no Cerrado impede, por enquanto, que o banco vá além desse incentivo. Além disso, a instituição afirmou que até 2025 solicitará aos seus clientes a rastreabilidade total dos setores de carne bovina e soja, financiando assim apenas os que adotarem uma estratégia de desmatamento zero. “Instituições financeiras expostas ao setor agrícola no Brasil devem contribuir para essa luta contra o desmatamento. Esse é o caso do BNP Paribas”. (Que aderiu ao grupo de 45 bancos cujos fundos são da ordem de US$28 trilhões para empréstimos e investimentos – observação minha). Disse o banco em comunicado. Notícia veiculada no site DW – Made for minds em 15/02/2021.
“Publicamos uma política para apoiar empresas mirando o ‘desmatamento zero’ até 2025. No Brasil temos uma abordagem colaborativa e construtiva, que apontem o norte para as indústrias do setor agrícola e de carnes, por exemplo”. É o que afirma Katerina Elias-Trostmann, Chefe de Sustentabilidade do BNP Paribas para o Brasil.
As ameaças e ações desenvolvidas tem o propósito de buscar a “neutralidade de carbono até 2050”, todavia, caro leitor não confunda as expressões “desmatamento zero” com “desmatamento ilegal zero”, as duas são antípodas e incompatíveis entre sí. Desmatamento zero cabe muito bem à maioria dos países membros da União Europeia que já desmatou até “perder o folego, além de tudo o que o bom senso e a coerência permitem a países que hoje pregam doutrinas ambientalistas destinadas a salvar o planeta. Exemplo típico para caracterizar a frase – faça o que digo e não o que fiz.
Paralelamente a expressão “desmatamento ilegal” traduz as limitações estabelecidas pelo Código Florestal Brasileiro, Lei de 2012 aprovada pelo Congresso Nacional, ao mesmo tempo que permite o desmatamento legal. A expressão desmatamento zero é uma demonstração de não reconhecimento e desprezo total pelo nosso Código Florestal atentando clara, explicita e diretamente contra a nossa soberania além de intervir no aumento da nossa produção e no nosso desenvolvimento.
Não me peçam que aponte uma solução para o “imbróglio” criado pelos “feitores do planeta”. Não tenho a mínima ideia de como resolver a equação com os parâmetros que nos estão sendo impostos voltados para os nossos territórios com nítida vocação para a expansão da produção nacional. O objetivo de “brecar” a ampliação da produção e desenvolvimento do nosso país está bem transparente e explicito. Uma das soluções, com tais parâmetros, é nós “nos abaixarmos no banheiro para pegar o sabonete”, o que contraria frontalmente o conceito de “macheza” do nosso vocabulário, como pregam os colaboracionistas que se dizem brasileiros.
O que posso afirmar, sem medo de errar, é que nos aproximamos cada vez mais da reprise daquele 7 de setembro de 1822, quando Pedro, regente, futuro imperador do Brasil, quando retornava ao Rio de Janeiro, leu a carta de José Bonifácio e de Leopoldina, em seguida arrancou a braçadeira azul e branca que simbolizava Portugal: “Tirem suas braçadeiras, soldados. Viva independência, à liberdade e à separação do Brasil.” Ele desembainhou sua espada afirmando que “Para o meu sangue, minha honra, meu Deus, eu juro dar ao Brasil a liberdade” e gritou: “Independência ou morte”.
O grande problema que enfrentamos hoje, diante do quadro pintado pelos feitores do planeta, é que independência pode significar o que a maioria teme – a morte, por estrangulamento, do nosso comércio internacional onde apesar de toda a nossa competência produtiva, arrojo e atrevimento somos neófitos. Somos meros aprendizes diante de feiticeiros muito velhos e que conhecem todos os artifícios e “mumunhas”.
Uma coisa é certa, o colonialismo que sempre foi econômico e se escondeu durante algum tempo da “luz do dia”, mantendo suas artimanhas e jogadas nos corredores dos poderes, escondido e disfarçado pela “escuridão das noites” enquanto todos nós dormíamos o sono dos justos e trabalhadores achando que tudo estava bem, mostrou a cara sem nenhum pudor ou receio.
Enquanto tudo acontece notícia publicada em 14 de maio de 2021 pelo site do BNP Paribas nos informa que Katerina Elias-Trostmann, Chefe de Sustentabilidade do BNP Paribas para o Brasil, no recente evento French Founders Business Rebound, e o CEO cofundador da Ÿnsect, Antoine Hubert conversaram longamente. Antoine Hubert é autor da tese que a proteína dos insetos pode substituir a proteína animal. Transcrevo o que diz a matéria do site sobre o assunto.
“Embora um terço da população global já consuma insetos de uma forma ou de outra, fazer os ocidentais morderem um verme ou um grilo pode ser mais difícil de vender. Hubert, no entanto, vê muitas vantagens, principalmente entre os primeiros a adotar, como as indústrias de nutrição esportiva e de produtos de saúde. Os insetos são uma alternativa sustentável e mais saudável à proteína animal, pois possuem uma alta concentração de proteína, sem a gordura”.
Aqui fico torcendo para que a estratégia do nosso atual governante proposta em carta ao poderoso Biden, líder da maior economia do mundo os EUA, conforme notícia veiculada pela agência de notícias ANSA em 15 de abril de 2021, seja bem sucedida.
‘O presidente Jair Bolsonaro enviou uma carta a seu homólogo Joe Biden se comprometendo pela primeira vez a zerar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030. A meta é semelhante àquela que havia sido prometida pelo governo de Dilma Rousseff na assinatura do Acordo de Paris sobre o clima, em 2015. “Queremos reafirmar, nesse ato, em inequívoco apoio aos esforços empreendidos por V. Excelência, o nosso compromisso de eliminar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030”, escreveu Bolsonaro, segundo trecho da carta divulgado pela Folha de S. Paulo’.