A designer de moda Thalissa Nunes Dourado, de 27 anos, foi encontrada com as mãos amarradas e um saco na cabeça na, em Paraty, Costa Verde do Rio. Em investigações, a polícia concluiu que ela pode ter sido morta pela colega de apartamento.
A Polícia Civil chegou à conclusão de que não houve arrombamento e ninguém entrou ou saiu de casa além da agente de viagem Vivian Tiburtino, a colega que dividia o apartamento com Thalissa.
De acordo com a mãe de Thalissa, que acompanhou as investigações, não há dúvidas que a responsável do crime tenha sido Vivian:
“Tenho que viver a dor da perda e estar em pé para lidar com tudo isso. Lidar com essa injustiça. A juíza já poderia ter liberado essa prisão, até porque não há dúvidas que o crime foi cometido pela Vivian. Foi uma excelente investigação”, disse Adriana Nunes Dourando, 47, em entrevista.
O caso é investigado pela 167 ª DP (Paraty). O delegado fez o pedido de prisão preventiva, mas a Justiça negou após considerar que não havia provas suficientes, já que faltavam alguns laudos a serem concluídos.
Mesmo com a prisão negada, a Justiça recolheu o passaporte e o telefone de Vivian. Ela continua em Paraty e não pode sair da cidade sem autorização judicial.
Adriana conta que foi comprovado na perícia que a filha foi vítima de homicídio, crime de crueldade. “Estava com o corpo marcado, cheio de pancadas, teve mãos e pés amarrados e foi achada com um saco na cabeça”, disse a mãe de Thalissa
Thalissa era designer de moda e professora de idiomas. Na madrugada em que foi morta, ela tinha saído para beber com uns amigos. A jovem foi deixada em casa por eles e foi a última vez que ela foi vista viva.
O corpo da designer foi encontrado por Vivian, por volta do meio-dia, quando decidiu ligar para a ambulância. Desde então, a polícia descartou suicídio.

