Essa semana como sempre, pude ler nos maiores periódicos, a visita do presidente do Supremo Tribunal Federal ao Vale do rio Javari. Anos e anos atras, foi me dado conhecê-lo em ilustre companhia, o acadêmico escritor Mario Palmério. Fomos em seu barco “Frei Gaspar de Carvajal”. Embora, apenas para conhecimentos… foi uma aventura e tanto. Eram outros tempos, com homens diferentes, que vivenciavam realidades, jamais as permutando por narrativas mentirosas.
Com tantos caminhos percorridos, hoje me amofino, ficando mesmo em dúvida se sou quem mal entende os atuais comportamentos de autoridades, fazendo-os de modo tão adverso ao ao que deveriam, em exercício de poderes, se está tudo errado a nossa volta, ou que situação inapropriada tem vivido as maiores estruturas de nosso Nação.
Ao que se saiba, esta é a segunda vez que este Ministro visita a Amazonia. sendo que anteriormente esteve em Altamira-PA. Cidade paraense, buscada por gente de propósitos outros, não muitos claros. Diferente desta vez, indo ao Javari,onde esteve acompanhado de dirigentes da FUNAI, indigenistas sem notoriedade.
Conheço o atual presidente do STF. Já fui por ele agraciado com a honra em manifestar-me naquela Corte, em uma audiência pública poe ele presidida. E nessa ocasião posso garantir que ele conquistou não só meu respeito, mas toda uma especial atenção, assim como boa vontade em entendê-lo.
Entretando, aguça-me a curiosidade do que um Ministro de Corte Suprema sai a procurar em missões que não lhes são próprias. Inclusive discursando a interesse de parcelas da sociedade nacional. Se não me engano ou próprio jornal interpretou sua fala como atípica a um cargo que exigiria total imparcialidade.
Ainda mais por ser sabedor através de informações originadas daquelas conhecidas paragens, que o Javari sempre foi palco de estórias fantasiosas e mirabolantes, chegando a projetar falsos mitos como verdadeiros e muito longe de realidades. Além do obvio tráfico “drogreiro” que predomina em toda aquela área fronteiriça, não apreciando muito movimentos externos, principalmente visitas de autoridades. Além do que, muito desprezam a tal pesca ilegal.
Lamento muito que não se tenha feito acompanhar de experientes sertanistas indigenistas. Muitas das “lideranças” representativas que compareceram ao seu encontro, nem tão lideranças o são, buscando apenas espaços em mídias e outros ganhos como fotos em jornais.
Não há muito tempo, outro Ministro da mesma Corte também esteve se ocupando com índigenas. Anunciando caminhos a projetos permissivos de mineração em reservas indígenas. Interessante observar que como guardiões da Constituição, lá está bem escrito, sem exigência da inteligência para entender o disposto, que caberá ao Congresso Nacional a oitiva aos originários ocupantes e autorização para que por fim aconteçam.
Ainda um outro, também Ministro, ao “legislar” sobre ouro e seu comercio por entidades financeiras licenciadas pelo Banco Central, decidiu ao arrepio da Constituição Federal que o instituto da boa-fé, até um trânsito em julgado é balela, más condutas para os brasileiros é pouca coisa, somos mesmo uma cambada “bem desonesta e canalha.”
Neste país de alcance legal limitado pelos poderes e vontades de poucos homens, ficam somente na imaginação caber ao Congresso Nacional dispor sobre leis que regulamentam não somente riquezas, como deveres, comportamento, direitos e limites na sociedade brasileira.
Mas, pelo visto, pode ser que Ministros estejam interferindo nas questões por escandalosa omissão daqueles que deveriam assumir seus encargos.
Também pude registrar essa semana nosso Ministro da Justiça atuando como um cowboy vingador na caça de ricos criminosos, formadores de facções. Embora muitos, grande maioria, tenham escapado.
Mas, acredito que também caberia a ele mais que qualquer outro, estar presente ao diálogo, às necessidades de índios e de tantas outras parcelas da sociedade brasileira.
Porém, pelo muito pouco que conheço, vivi e ainda vejo, enquanto a Nação brasileira não der status de nacionais com direitos e deveres, ou então o devido reconhecimento como povos autônomos, com direitos às propriedades e decisões sobre suas vidas e o solo que ocupam, essa zorra vai se alongar assim mesmo. Araras e outros de penas vistosas continuarão a morrer para fantasias, de se passarem por autênticos selvícolas.
Com surpreendente velocidade em contas e números apresentados quanto a censos deles, vão não mais que 500 mil almas a imaginários e tendenciosos “milhão e duzentos”, como dizem.
Tenho para mim que isso vai terminar em confusão. E geralmente costumo acertar estas previsões.
Sendo mais claro, ainda acho válido repetir afirmação do que há anos disse em uma entrevista. A Nação Brasileira, desde sua descoberta, por influências religiosas, num congresso fazedor de leis, levou aproximadamente quinhentos anos a permitir legalmente o direito explicito de um casal de alcançar o divórcio. Porém, nem muito tempo se passou a acontecer que nosso Supremo legitimasse na Lei casamentos homoafetivos.
Logo esclareço, que nada tenho contra ou a favor a nenhuma questão homoafetiva, que é assunto privativo da e na intimidade de cada ser humano. Apenas me refiro e contesto ao fato técnico de ter sido um Tribunal não autorizado pela sociedade nacional, a fazer ou processar regimes legais para condutas e direitos na vida nacional.
Todo esse assunto que menciono e volto a tocar, não tem cansado somente a mim, mas parece que toda a sociedade está ficando estressada. Em dias que correm tudo tem ido em vontades de pessoas ou de interesses partidários.
Novamente temos na Presidência, voltando a um terceiro mandato, cidadão que brilhou no primeiro, cintilou num segundo e agora esmaeceu no terceiro.
Bem prosperado no brilhante, aproveitando do malfeito do grande corruptor nacional que o antecedera, apesar de ter sido contrário inclusive deixando o próprio Congresso por não aceitar, se dispôs a provar dessa “bichinha”, ou seja, reeleição.
Abandonou seus melhores companheiros, exatamente aqueles criadores e mentores de estadistas que mais se preocupavam com o País e o crescimento de uma maravilhosa Nação. Realmente, foram todos escanteados; por sinal, até o próprio dogma do partido que criaram também o foi.
Desde então tudo e todos que assumem, só pensam “naquilo”. Nem bem assumem, montam logo uma parceria para trabalho e preservação de continuidade no poder. E mais que isso…
Nos fatos atuais, ainda procura ganhos de simpatias eleitoreiras, em teatrais participações “cawboylescas” como chefão daquelas especiais forças de segurança e policias, que há muito com eficiência o antecedem, à caça de bandidos bem mais sabidos e consistentes, formados na permissividades e leniências nacionais.
Agora, o arrogante e mal-educado “Loirão americano” ameaça a estabilidade geopolítica da América Latina. A eles não só o Lula-lá, não dá um só pio e sequer nossa diplomacia o faz.
Por conhecimento de muitas histórias às quais nosso país sobreviveu e ter vivo no saber, não sei em qual momento acontecerá a explosão de ambição do que herdamos de nossos antepassados.
Uma coisa a mim é certa, a política exterior dos Estados Unidos não está nem aí para, se Maduro é verde ou ditador, o que querem de volta, são as maravilhosas bençãos petrolíferas daquele país e manter a subserviência econômica da Venezuela.
Afinal, mais da metade das refinarias americanas o são para petróleo pesado deles. E tal valioso e rico bebedouro lhes foi retirado, não por esquerdas ou “comunistas” como pregam, mas sim, por descendentes dos povos originários, índios, (76% da população) daquele país, onde os sucessores dos conquistadores eurasianos (24%) eram donos de tudo. Mas, tudo mesmo.
Perante fortes interesses, agora amparados por navios de guerra, fica posta a diferença entre os nossos índios e aqueles logo ali no vizinho.
Deveriam sim, nossas autoridades terem mais cuidados e conhecimentos, não só com as administrações a bem público, como também mais responsabilidade, com a liturgia de seus cargos.
Acho que não só o Presidente brasileiro, mas todos que o cercam em tomadas de decisões, deveriam aprofundarem mais conhecimentos, principalmente mais ouvindo os setores técnicos, para melhor cumprirem seus deveres. Ao exagero de suas ignorâncias ao saber, advirá um exagerado desastre de incontroláveis proporções… gerações para haver conserto.
Belo Horizonte/Macapá 31/08/2025
Jose Altino Machado