Acabou-se a COP-30, em verdade não sei se valeu ou não. Aliás, teve seu lado bom, por muita gente mostrar sua cara e dizer a que veio e ou ganhar o que ganhou.
Quanto aos que ganharam, dizem que não foi pouco, perdendo apenas para o cara do banco Master, verdadeiro campeão. E também dizem que só o pegaram porque ele demorou em escolher em qual de seus aviões iria se mandar; parece que escolheu mal.
Quanto a COP, ainda é cedo para dizer de seus erros e acertos, mas que foi um circão para ninguém botar defeito, isso foi, o que constrangeu a muita gente boa e de qualidade que compareceu. E para chatear, quase que a lona pega fogo.
Sempre disse que o lugar ideal para a realizar seria Manaus, pois lá e a sua volta se encontra o grande contesto amazônico, proporcionando também maior interação dos visitantes à região que faz todo vaidoso e político aparecer.
Por isso, acredito mesmo ter sido Belém a escolhida, assim como ministérios, três e mais diretorias, dedicados aos governantes do Estado por cuidarem e abrigarem os tesouros do Rei, ou de seu herdeiro.
Mas, isso é outra história que virá a seu tempo. O que agora interessa é este boquirroto alemão que saiu a falar mal de nosso Pará e por tabela nosso país.
Talvez ele tenha feito isso por ter vindo com sua troup com todas as despesas pagas pelo tesouro germânico. Se tivera vindo como tantos outros patrícios seus, que aqui vieram se abrigar e hoje formam a segunda maior colônia alemã no mundo fora do país de origem ele não diria isso.
Se diz ele que perguntou aos colegas de viagem se haveriam de querer ainda ficar aqui mais um pouco e a resposta foi negativa por parte de todos. Seu maior argumento foi de que aqui era muito feio, sujo e contrastava com a linda Alemanha. Se não for sacanagem me contaram até que teria reclamado da presença de tantas aves pretas sem beleza alguma, chamadas de urubus.
Sempre fui muito ligado as colônias alemãs aqui no Brasil. Bem me lembro que em tempos de guerra aconteceram registros que mostravam ter cabido ao então major Altino Machado (meu pai) cuidado e proteção deles a quaisquer rancores nacionalistas que pudessem ocasionar atos de violências contra eles.
Terminado o conflito de escala mundial, 20 anos após pude visitar em Frankfurt e Idar Oberstein muitos deles que haviam se tornado amados amigos. A Alemanha não estava ainda muito bonita, como diz seu chanceler, mas o Plano Marshal, americano, para sua recuperação funcionava a pleno vapor; e dólares.
Principalmente buscando acabar com as “feias belezas escondidas” de Dachau, Buchenwald, Flossenburg e tantas outras desagradáveis, até à lembrança de tempos já desmemoriados da mal educada autoridade de agora.
Quanto a falarem mal de nossos urubus, se ele ou outros o fizeram eu digo para não o fazerem. Já tivemos há um bom tempo um bate-boca urubolino. E com os americanos…saiu até na revista O Cruzeiro de tão importante. Não existindo Marinas, os “gringos” os estavam embarcando para a América, por acolá não existirem e eles dão de lavada nos feiosos e pesados abutres de lá, quanto a saneamento de áreas extensas. Não fica nem verme algum, vão para o bico ou papo, que seja.
E que não contem a Ministra do meio-ambiente senão haverá de convocá-los a todos a seu Ministério, pois aqui na Amazonia eles são fenomenais. Lá no paraíso do mundo, Alter do Chão, rio Tapajós, eles ficam todos de guarda na margem oposta, simplesmente esperando a saída dos turistas mal-educados visitantes ignorantes quanto a higiene e limpeza pública. Saindo o último a deles revoada dos negrinhos é na hora e deixam aquelas maravilhosas praias limpinhas e prontas para dia seguinte.
São formidáveis operários da limpeza pública, perguntem aos prefeitos das cidades do interior amazônico e talvez por isso gosto muito deles.
Não sou flamenguista, mas não foi à toa que o pretinho foi escalado como mascote desta torcida que na verdade fica muito é chata, até comemorando as coisas antes da hora.
Nosso Presidente deveria ter respondido a agressão verbal do malvado dirigente prussiano, que tudo aqui herdamos dos formidáveis portugueses. País minúsculo de baixíssima agressividade e sem a mínima capacidade de ódio. Embora políticos como Bolsonaro e Lula o estejam implantando agora. Porém acredito que não vá vicejar.
Que ele próprio pergunte também aos tantos emigrantes, filhos e descendentes de sua terra se querem voltar para como ele acha, à terra do monopólio da beleza. Ficará decepcionado.
Realmente não sei se essa COP acudiu algo, mas não importa, daí a falarem mal de nossa gente ou nossas cidades a história é outra coisa. Nem aos chatos estrangeiros damos este direito, só nós mesmos é que podemos.
Devo lembrar ao senhor representante prussiano que apesar dele, seu povo sempre será bem-vindo, e admirado, porém brasileiro tem e faz mais amor que eles…
Alemão chato sô… só se o Flamengo ganhar essa Libertadores e ainda o Campeonato Brasileiro, será ultrapassado na chatura. E haja saco para aturar tantas revoadas de urubus, até nas ideias, mas, tenho fé em santos dos esportes, que Raposas haverão de gostar de comer urubus.
Belo Horizonte/ GV/Macapá, 30/11/2025
José Altino Machado

